Circula por mensagens de texto um alerta falso que utiliza o nome do governo federal para exigir a regularização urgente do documento eleitoral antes do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.

Como funciona a fraude do título de eleitor

O texto enviado aos celulares traz a identificação nominal do destinatário e afirma: “GOV: [nome do destinatário], regularize seu título antes do segundo turno, evite consequências. Acesse: https: tituloregular[.]com/”. A inclusão do nome real busca dar aparência de veracidade à comunicação, induzindo a pessoa ao erro pelo medo e pela urgência.

Identificando os sinais do golpe digital

Para enganar os eleitores, a página fraudulenta utiliza o logotipo do portal federal e replica o layout de serviços oficiais. O usuário é instado a digitar o seu CPF para verificar supostas pendências, passando por três endereços virtuais diferentes até chegar à cobrança final.

O valor exigido para a suposta quitação é de R$ 13,54, pago por meio de um código de PIX gerado na etapa final. O dinheiro é direcionado a uma empresa intermediadora, o que oculta a identidade dos criminosos por trás da fraude.

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Posicionamento oficial da Justiça Eleitoral

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral esclareceu a situação por e-mail: “O site [https:tituloregular.com/] é falso. O cadastro eleitoral está suspenso até 3 de novembro, motivo pelo qual não é possível realizar serviços como alistamento eleitoral e regularização de pendências. A Justiça Eleitoral não realiza qualquer cobrança para realização desses serviços”.

Especialistas em segurança digital reforçam que endereços legítimos do governo terminam sempre em gov.br, enquanto órgãos da justiça utilizam o domínio jus.br. Qualquer cobrança para serviços eleitorais deve ser considerada suspeita.