A prática de incorporar nomes de parentes ou aliados políticos ao nome de urna mostrou ter um impacto limitado no sucesso eleitoral brasileiro, de acordo com um levantamento recente baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Baixo índice de sucesso
Do total de 39 candidatos identificados que utilizaram essa estratégia nas eleições, apenas oito conseguiram se eleger, enquanto 31 postulantes acabaram derrotados. O estudo revela que a grande maioria dos vitoriosos já possuía uma carreira política consolidada antes do pleito.
Entre os vitoriosos que já contavam com trajetória na política estão Ícaro de Valmir (Republicanos-SE), Ibrain de Valmir (PV-SE), João de Nadegi (PV-PE), Hassan de Zé Cocá (PP-BA), Davi de Raimundão (MDB-CE), Paulinho do Bonifácio (Pode-TO) e Leandro do Waguinho (MDB-RJ). A única exceção entre os vitoriosos que usaram a estratégia pela primeira vez foi Marina JHC (PSDB-AL), esposa do governador eleito de Alagoas, João Henrique Caldas, que conquistou uma cadeira no Senado.
A influência de padrinhos políticos e familiares
O mapeamento detalha que, dos 39 nomes analisados, 32 faziam menção direta a familiares, ao passo que dois homenageavam aliados políticos. Em cinco situações, a ligação exata entre o candidato e a pessoa citada não pode ser confirmada oficialmente.
O uso de referências a figuras masculinas predominou amplamente entre os registros. Das 11 mulheres que citaram os maridos, dez recorreram a preposições como “de” ou “do”, o que remete diretamente a uma construção de posse.
Experiência prévia não garante vitória
O levantamento também demonstra que a bagagem em cargos públicos não blindou todos os concorrentes contra a derrota. Nomes conhecidos da política nacional e regional que utilizaram a tática ficaram de fora dos cargos pretendidos.
Entre os derrotados que já tinham histórico político estão o próprio Valmir de Francisquinho (Republicanos), que perdeu a corrida ao governo de Sergipe, além de Sérgio de Nalva (Avante-PE), e ex-ocupantes de cargos eletivos no Rio de Janeiro como Daniela do Waguinho (Republicanos) e a ex-prefeita Lívia de Chiquinho (Republicanos).










