O primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras movimentou eleitores em 101 nações ao redor do globo, com resultados variados que demonstraram a preferência da comunidade expatriada.

Unanimidade na Líbia e no Haiti

Enquanto a disputa em território nacional terminou acirrada e encaminhada para o segundo turno — com Flávio Bolsonaro (PL) alcançando 47,03% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somando 45,16% —, houve locais onde o cenário foi de 100% de aproveitamento para o petista.

Na Líbia, território norte-africano, dois dos 30 eleitores aptos na embaixada em Trípoli compareceram e depositaram seus votos no candidato do PT. Situação idêntica ocorreu no Haiti, onde a representação diplomática em Porto Príncipe registrou cinco votantes de um universo de 33 aptos, todos optando por Lula. Cuba também apresentou forte expressão, garantindo ao petista 94,74% dos sufrágios válidos locais.

Mudanças no panorama internacional

O mapeamento global revelou alterações na preferência dos brasileiros em comparação com a eleição anterior. O Kuwait, que havia escolhido o clã Bolsonaro em 2022, registrou vitória petista desta vez. Em contrapartida, a Tailândia migrou para a base de Flávio após ter favorecido a atual gestão quatro anos antes.

A presença de eleitores brasileiros fora do país tem histórico relevante. Em 2022, cerca de 696 mil cidadãos estavam aptos a votar no exterior, representando 0,45% do colégio eleitoral total. Naquela ocasião, a participação atingiu 44,76%, com Lula liderando em 85 cidades estrangeiras e Jair Bolsonaro vencendo em 54 municípios internacionais.

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Destaques por nação

As urnas internacionais confirmaram tendências tradicionais em grandes centros e redutos estratégicos. Em Portugal, o candidato petista retomou a liderança com 52,45%, embora abaixo dos 60,4% obtidos no primeiro turno de 2022. Na Alemanha, o índice foi de 74,58%, enquanto na França atingiu 78,39%.

Por outro lado, os Estados Unidos mantiveram a preferência pela oposição, com Flávio Bolsonaro registrando 61,1% dos votos. O mesmo ocorreu em Israel, onde o parlamentar alcançou 74,40%, e no Japão, consolidando divisões geográficas marcantes no comportamento do eleitorado brasileiro residente no exterior.