O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou o prazo de 2 dias para a Procuradoria Geral Eleitoral se manifestar sobre o pedido do candidato ao governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos-RJ), para desistir de um recurso apresentado à Corte. Depois de receber o parecer da procuradoria, o ministro vai decidir a questão.

Impacto na disputa pelo governo fluminense O caso também envolve a possibilidade de o candidato Douglas Ruas (PL-RJ) ser declarado eleito no 1º turno para comandar o governo estadual.

No início da tarde desta 2ª feira (5.out), a defesa de Garotinho desistiu do recurso protocolado contra a decisão do ministro. A partir de agora, caberá a Marques analisar o pedido de desistência ou levar o caso para deliberação definitiva do plenário do TSE.

Situação jurídica e votos anulados Na 6ª feira (2.out.2026), antes da votação, o ministro entendeu que os votos de Garotinho não poderiam ser considerados válidos e deveriam constar como anulados sub judice. Conforme decisão da Justiça Eleitoral do Rio, Garotinho está inelegível por ter sido condenado por ato doloso de improbidade administrativa em 2018.

Garotinho recebeu 274.411 votos (3,17%), mas já estava com candidatura barrada. Seu nome continuou na urna porque a decisão do TRE-RJ que o barrou o foi tomada depois do fechamento do sistema da urna eletrônica.

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Possibilidade de vitória no primeiro turno Se a solicitação for aceita, os votos de Garotinho poderão ser anulados definitivamente. Dessa forma, uma nova totalização dos votos será determinada, e o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio) poderá proclamar que Ruas foi eleito no 1º turno.

Com a nova contagem, Ruas passará a obter mais de 50% dos votos válidos, excluídos brancos e nulos, regra principal para que um candidato seja declarado vencedor no 1º turno. Douglas Ruas obteve 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD) conseguiu 3.706.984 votos válidos (42,76%).