O comando nacional do Partido Liberal projeta uma forte influência do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma eventual gestão do filho, Flávio Bolsonaro. A declaração foi dada nesta segunda-feira (5) pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, durante participação em programa televisivo na GloboNews.
Participação nos rumos da gestão
Questionado sobre o formato de uma possível administração, o dirigente partidário descartou a ocupação de pastas ministeriais, mas garantiu forte respaldo político do ex-chefe do Executivo nas decisões estratégicas do governo.
“Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião. Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, afirmou em entrevista no Estúdio i, na GloboNews.
O tema surgiu após questionamentos sobre possíveis atritos institucionais, incluindo debates sobre o Supremo Tribunal Federal e medidas de clemência política. O dirigente partidário pontuou que eventuais julgamentos de impedimento de magistrados ficariam a cargo do Senado Federal, ponderando que o país deve evitar novos embates políticos.
Estratégia administrativa e legado político
A projeção para a montagem de equipe em um futuro mandato presidencial segue moldes anteriores, priorizando colaboradores com autonomia decisória e respaldo técnico, conforme avaliou o dirigente da sigla.
“Eu tenho certeza que ele vai querer que o Flávio faça um governo parecido com o dele, de gente qualificada, com autonomia e negociar. […] Ele pode participar nisso [de indicar nomes para o governo]. Não tenho dúvida de que ele vai querer participar disso aí”, disse.
O desempenho eleitoral no primeiro turno, que resultou na disputa contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi diretamente associado à popularidade e à capacidade de mobilização do ex-presidente junto ao eleitorado.
Articulações para o segundo turno
Para a nova fase da campanha, a legenda planeja intensificar o diálogo com diferentes correntes políticas, visando ampliar a base de sustentação no Congresso Nacional.
As tratativas envolvem legendas como União Brasil, Progressistas e Republicanos, além de conversas planejadas com os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), com possibilidade de composição envolvendo comissões da Câmara dos Deputados.
“Nós vamos ter que negociar com esses partidos agora para trazer todo mundo para o segundo turno”, afirmou.










