O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza, nesta 2ª feira (5.out.2026), uma reunião de emergência com aliados políticos no Hotel San Marco, na Asa Sul, em Brasília, para traçar os planos do segundo turno da corrida presidencial.
Chegada de lideranças políticas à capital federal A partir das 15h05, diversos nomes importantes da base governista começaram a aterrissar no aeroporto Juscelino Kubitschek para o evento marcado para as 17h.
Entre os presentes no desembarque estavam o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, e o candidato derrotado ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB). O governador eleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), e o senador eleito João Azevêdo (PSB) também compareceram ao evento na capital federal.
Outros nomes de peso da política nacional, como o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e os senadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), completam a lista de participantes da cúpula governista.
Cenário eleitoral e disputa presidencial A disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno, marcada para o dia 25 de outubro, será entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, totalizando 56.104.503 votos, enquanto Lula alcançou 45,16%, o equivalente a 53.879.538 sufrágios.
O resultado configurou a menor diferença registrada na história recente desde 1989 para uma etapa decisiva. Apesar da desvantagem numérica e de ter registrado 3,4 milhões de votos a menos em comparação com o primeiro turno de 2022, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou a vantagem do adversário ao apontar que a diferença foi de “Só 2%”.
Estratégias para conquistar novos eleitores Para reverter o quadro, o comando petista pretende buscar apoios pluripartidários. “Nós vamos conversar com todas as lideranças que queiram construir um Brasil que não se entregue às milícias e que queira discutir futuro”, declarou Edinho Silva sobre a articulação por novas alianças.
Além de dialogar com siglas tradicionais, a coordenação da campanha pretende intensificar a busca pelos eleitores que optaram pela abstenção, voto branco ou nulo no início de outubro, um contingente que somou 39,1 milhões de pessoas segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Confiante no novo momento da disputa, o atual chefe do Executivo federal comentou sobre o confronto direto: “Sou muito bom no mata-mata”, declarou.










