A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) divulgou vídeo no sábado (3.out.2026) em que manifesta solidariedade a Deltan Dallagnol (Novo), que teve o registro de candidatura ao Senado pelo Paraná barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Apoio político em vídeo

Nas imagens publicadas na véspera do primeiro turno, a ex-primeira-dama enviou uma mensagem de incentivo ao ex-procurador.

“Deltan, não abaixe a cabeça. Você é forte, corajoso e o povo de bem do Brasil ama sua vida. Para resgatar a normalidade jurídica e o equilíbrio entre os poderes, nós precisamos de Deltan Dallagnol”, declarou a ex-primeira-dama.

“Siga firme. Deus é por nós e Deus está no controle das coisas”, acrescentou.

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral

No sábado (3.out), às vésperas do 1º turno das eleições, o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro de candidatura de Dallagnol. A determinação estabelece que os votos atribuídos à chapa fiquem anulados na contagem do pleito, alcançando também os 2 suplentes do político.

A medida possui eficácia imediata, embora ainda vá passar pelo crivo do colegiado do TSE. Vale destacar que o ex-integrante da Lava Jato já estava proibido de fazer campanha por ordem prévia da mesma corte.

Entenda o histórico do processo

O litígio gira em torno da saída voluntária de Deltan do posto de procurador da República em novembro de 2021. Em 2023, o tribunal entendeu que a manobra teve o intuito de escapar de uma inelegibilidade decorrente de sindicâncias administrativas. Na sentença recente, o ministro apontou que o cenário jurídico permaneceu inalterado.

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O magistrado apontou que a discussão envolve o mesmo pedido de desligamento e 15 averiguações que corriam na época. A avaliação da corte era de que existia o peligro real de punição com demissão caso ele permanecesse no cargo.

Divergência com a corte regional

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia dado aval para a postulação ao Senado, entendendo por maioria que a saída do Ministério Público não ocorreu para burlar a lei eleitoral.

Em contrapartida, Floriano reprovou a postura dos magistrados paranaenses. Ele qualificou o entendimento como um “overruling impróprio” por revisar um entendimento já pacificado pelo tribunal superior sobre os mesmos fatos.

O ministro definiu a posição do TRE-PR como uma conduta “heterodoxa” revestida de “contornos de teratologia”, reforçando que cabia exclusivamente ao TSE reverter sua própria diretriz anterior.