Na contagem regressiva para a abertura das urnas em primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 47% das intenções de votos válidos, seguido de perto pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que atinge 44,1%. A distância entre os dois principais concorrentes ao Planalto é de 2,9 pontos percentuais.
Na sequência do quadro eleitoral aparecem Renan Santos (Missão), com 4,6%, Augusto Cury (Avante), com 2,1%, e Ronaldo Caiado (PSD), somando 1,4%. Os outros postulantes totalizam juntos 0,9%. Ao considerar os votos totais, o petista contabiliza 46,7% contra 43,8% do parlamentar liberal.
Evolução das intenções de voto e equilíbrio no segundo turno
O levantamento aponta um avanço gradual de ambos os candidatos em relação aos dados anteriores. Na comparação com o estudo antecedente, Lula oscilou 1,4 ponto para cima nos votos totais (de 45,3% para 46,7%) e 0,8 ponto nos válidos (de 46,2% para 47%). Já Flávio cresceu 1,6 ponto em votos totais (de 42,2% para 43,8%) e 1 ponto entre os válidos (de 43,1% para 44,1%).
Na projeção de um confronto direto em segundo turno, a disputa fica no limite da igualdade matemática. Lula reúne 47,6% ante 47,4% de Flávio nos votos totais. Se filtrados apenas os votos válidos, a equação apresenta 50,1% para o atual chefe do Executivo e 49,9% para o senador do PL, configurando um quadro de empate técnico rigoroso.
Impacto das medidas econômicas na avaliação da gestão
O movimento positivo de Lula coincidiu com uma discreta melhora na percepção pública sobre a administração federal. A taxa de reprovação (ruim ou péssimo) recuou de 51% para 50%, ao passo que a aprovação (ótimo ou bom) subiu de 40% para 41%, interrompendo um ciclo de desgaste.
O período de coleta de dados foi marcado por uma forte agenda econômica do Palácio do Planalto, que incluiu:
- Reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o piso do benefício social de R$ 600 para R$ 691;
- Lançamento do Desenrola 3.0, programa voltado à recompra e renegociação de dívidas antigas com grandes descontos;
- Medidas de restrição e proibição das plataformas de apostas online (bets), tema de grande apelo popular.
Reta final marcada por debates e mobilização digital
Enquanto a campanha governista apostou na divulgação de pacotes sociais e realizou atos expressivos na capital paulista, a candidatura de Flávio Bolsonaro concentrou esforços no Rio de Janeiro e em municípios paulistas. Na reta final, a equipe do senador mobilizou-se para rebater boatos de que ele pretendia retirar o título de padroeira do país de Nossa Senhora Aparecida — alegação classificada como falsa pela Justiça Eleitoral, com determinação de exclusão mantida pelo plenário do TSE.
A pesquisa realizou 4.945 entrevistas por meio de recrutamento digital randômico entre 27 de setembro e 2 de outubro. O levantamento possui margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, índice de confiança de 95% e registro oficial sob o protocolo BR-00999/2026 na Justiça Eleitoral.










