O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou nesta sexta-feira (2.out.2026) que é complexo identificar a origem exata da polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A controvérsia ganhou força após a propagação de uma notícia falsa que imputava ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, o plano de destituir a santa do posto de padroeira do país.

Preocupação com o cenário eleitoral

Durante conversa com profissionais de imprensa, o dirigente partidário expressou apreensão com o rumo que as discussões sobre religião tomaram no território nacional.

Edinho afirmou ter preocupação com o debate religioso no país. “O debate religioso está tomando uma dimensão que não deveria tomar num país como o Brasil. É algo muito perigoso, que a gente deveria tomar cuidado. Acho que a gente tem que começar a ter ações para impedir essa guerra religiosa, que ela é silenciosa, mas não é. E muitas vezes ela toca em valores e religião é fé”, declarou a jornalistas.

Histórico de intolerância e redes sociais

O representante petista pontuou que a situação atual possui antecedentes ligados a episódios de hostilidade e propostas legislativas voltadas a essa temática específica.

“Mas por que ela toma a força que toma? Porque você já tinha precedente de questionamento da Nossa Senhora como padroeira do Brasil. Você tinha precedente de líderes religiosos ofendendo a imagem de Nossa Senhora, atacando a imagem de Nossa Senhora. Isso não é do nada, tem um histórico. Em algum momento, um deputado quis mudar a nomenclatura da padroeira do Brasil. Com as redes sociais hoje, você nunca acha o estalo, mas depois vê o estrondo.”

Leia também

Estratégia de campanha e eleições

Questionado se a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria identificado ganhos eleitorais decorrentes da repercussão do episódio e da proibição das apostas esportivas, Edinho negou a existência de soluções milagrosas na disputa.

O dirigente disse que “nunca acreditou em bala de prata”. A discussão também abordou boatos acerca de possíveis divulgações de fatos desfavoráveis contra Flávio Bolsonaro na reta final que antecede o primeiro turno do pleito, agendado para o próximo domingo (4.out).

“Essa versão eu nunca a defendi. Acho que eleição se define quando você debate a realidade do povo brasileiro […] A campanha é ganha com a construção de uma estratégia, que é global”, declarou.