O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta 3ª feira (29.set.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não tem a menor condição” de continuar no cargo. A manifestação ocorreu por meio de um vídeo divulgado na rede social X, no qual o parlamentar repudiou o trecho de um discurso em que o chefe do Executivo afirmou que as mulheres aprendem a “tomar toque desde pequenas”.

A controvérsia em torno da declaração A repercussão começou após o pronunciamento feito por Lula na 2ª feira (28.set.2026), durante um comício em Belém (PA). Na ocasião, o petista abordava a realização da 1ª cirurgia robótica de próstata no Pará e criticava a resistência masculina em relação aos exames preventivos urológicos.

“Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeitos”, declarou.

A reação da oposição e a defesa do governo Incomodado com a comparação, o senador publicou uma gravação no período noturno da mesma 3ª feira rechaçando a postura do presidente e citando sua própria família.

“Veja se esse cara tem condição de ser presidente da República. “Lula, eu tenho duas filhas pequenas. Uma de 14 e a outra de 12 anos. Elas não estão acostumadas a tomar toque desde criança não. “Essa sua fala é preconceituosa, machista, de quem não entende nada. Sua fala é de quem não tem caráter. “Mulher tem que ser protegida e criança tem que ser cuidada. Você não tem a menor condição de continuar sendo presidente da República”.

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Em contrapartida, a legenda governista se manifestou por meio de nota enviada ao portal Poder360 para esclarecer o contexto do episódio, atribuindo a polêmica a uma distorção promovida por opositores.

“O presidente Lula obviamente se referiu a exames ginecológicos preventivos que, culturalmente, fazem parte da rotina da saúde da mulher, desde jovem. O homem, pela predominância de uma cultura ainda machista, resiste a exames urológicos preventivos”, afirmou o PT em nota enviada ao Poder360.