Os concorrentes ao governo paranaense Requião Filho (PDT), Sandro Alex (PSD) e Sergio Moro (PL) enfrentaram-se nesta terça-feira (29) durante um evento televisivo organizado pela RPC, emissora affiliada da TV Globo. A transmissão foi marcada por confrontos diretos a respeito de decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), vínculos políticos com figuras nacionais e denúncias de irregularidades.
Confrontos sobre o STF e alianças políticas
Logo no início, Moro lamentou o que classificou como baixo nível da campanha e criticou adversários por suas relações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sandro Alex rebateu e questionou a aproximação do senador com Jair Bolsonaro (PL), após as divergências entre os dois durante o período em que Moro comandou o Ministério da Justiça.
O representante do PSD também acusou o senador de ter votado a favor da indicação de Flávio Dino para a Suprema Corte. Alex mencionou registros de conversas telefônicas divulgados pela imprensa em 2023. “O print é eterno“, afirmou. Como o pleito no Senado ocorreu de maneira sigilosa, Moro rejeitou a acusação e declarou: “Eu voto contra Flávio Dino. O voto é secreto. Eu sei como eu voto”.
Educação e propostas de segurança pública
No setor educacional, Sandro Alex defendeu os índices alcançados no estado e associou parte desse avanço ao formato cívico-militar. O candidato questionou Requião sobre posicionamentos anteriores contra a metodologia. O pedetista negou a intenção de fechar os colégios, mas argumentou que pretende alterar uma estrutura que, segundo sua avaliação, “não deu tão certo“, além de expandir o ensino integral e a formação técnica.
No tema da proteção às mulheres, Moro apresentou estatísticas sobre violência no estado e detalhou planos que incluem centrais de monitoramento eletrônico com inteligência artificial, reconhecimento facial e a construção de uma penitenciária de segurança máxima. Requião propôs ações preventivas, adesão a programas federais e a fundação de um centro médico voltado ao atendimento feminino e infantil.
Combate à corrupção e gestão de estatais
O debate também abordou a administração das empresas públicas paranaenses. Requião criticou a desestatização da Copel e atribuiu ao governo estadual a responsabilidade pelo encarecimento das faturas de energia, argumentando que a prioridade passou a ser o lucro dos acionistas. Tanto Alex quanto Moro rechaçaram a tese de reestatização, embora o ex-juiz tenha prometido aplicar um “choque de gestão“ na Sanepar e priorizar critérios técnicos na diretoria.
Nas considerações finais, os postulantes resumiram suas plataformas. Requião defendeu a oposição e o resgate do controle estatal sobre a energia; Moro criticou as ofensas recebidas e reafirmou planos anticorrupção e de infraestrutura; e Sandro Alex posicionou-se como o continuador da administração atual, prometendo novos investimentos e a entrega de centenas de creches no estado.










