O mercado brasileiro deve receber um avanço massivo de companhias originárias da Ásia nos próximos anos. A avaliação é de Ricardo Geromel, cofundador da (consultoria especializada em estratégia, inovação e China), que apontou um cenário de forte expansão durante o Congresso Aço Brasil 2026, realizado nesta 3ª feira (29.set.2026) na capital paulista.
Balança comercial favorável
De acordo com o especialista, o território brasileiro mantém uma vantagem expressiva no intercâmbio mercantil com a nação asiática. O país asiático lidera o posto de maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, com volumes financeiros que batem marcas históricas consecutivas anualmente desde 2019.
Os dados apresentados mostram que as exportações nacionais para o mercado asiático alcançam aproximadamente US$ 100 bilhões anuais. Em contrapartida, as importações somam US$ 71 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 29 bilhões favorável ao lado brasileiro. Geromel ressalta que essa margem lucrativa se destaca quando comparada aos acordos mantidos com os Estados Unidos e a União Europeia.
“O empresariado chinês vê aquilo e fala: ‘Meu Deus do céu, o mundo inteiro — eu tenho dificuldade de ter amigos que me recebem bem, lá eu tenho espaço pra jogar’. Então tem um tsunami de empresas vindo”, disse.
Detalhes do Congresso Aço Brasil 2026
O principal fórum do setor siderúrgico nacional ocorre nas dependências do Transamérica Expo Center, situado na cidade de São Paulo.
Chegando à sua 36ª edição, a programação de dois dias do encontro centraliza as principais lideranças corporativas, industriais e analistas econômicos. A iniciativa busca analisar os rumos da cadeia produtiva e sua relevância estratégica para o crescimento econômico do país.










