Desde janeiro de 2024, todos os veículos novos vendidos no Brasil saem de fábrica obrigados a contar com os controles de tração e estabilidade. Embora vitais para a segurança viária, esses assistentes eletrônicos exigem cautela, pois o chamado “anjo da guarda” tecnológico pode acabar imobilizando o automóvel e colocando os passageiros em situação de risco.
O funcionamento do controle de tração Em termos práticos, o sistema vigia o giro das rodas utilizando os mesmos sensores do sistema de freios ABS. Nos automóveis atuais, o acelerador é eletrônico, o que possibilita cortar a aceleração instantaneamente assim que as rodas começam a girar em falso.
Quando o sistema atrapalha na subida O grande impasse surge quando o condutor precisa transitar por pisos acidentados, a exemplo de lama, areia ou vias de terra íngremes. Nesses cenários de baixa aderência, o veículo frequentemente precisa “cavar” o solo para conseguir se movimentar, momento em que a intervenção eletrônica se transforma em um obstáculo.
O perigo da perda de potência Clécio William, diretor e instrutor do Centro de Treinamento CWS 4×4, ressalta que nesses cenários é fundamental desligar o dispositivo logo que se notar o corte de força. “Se o carro cortar a potência ele não consegue subir”, declarou.
Como desligar o controle de tração Desativar a tecnologia costuma ser um processo prático. Em muitos modelos, basta apertar uma tecla que exibe a silhueta de um carro com marcas de derrapagem, ou então buscar pelas siglas “TCS off”, “ASR off” ou “VSA off”. Nos automóveis mais sofisticados, contudo, a função pode estar localizada dentro das configurações da central multimídia.
Diferenças entre marcas e cuidados finais Vale ressaltar que nem sempre é obrigatório desligar o recurso por completo, visto que certos veículos possibilitam uma remoção parcial da tração em arrancadas. Enquanto os carros da Fiat contam com algum grau de destracionamento, os modelos da Volkswagen não oferecem essa mesma flexibilidade.










