A disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Pará nas eleições de 2026 movimenta o cenário político estadual, conforme aponta a pesquisa Quaest divulgada. O pleito exigirá que cada eleitor vote em dois candidatos diferentes, sem a possibilidade de repetir o mesmo nome na urna, renovando 54 das 81 cadeiras da Casa legislativa em todo o país.

Intenções de voto combinadas e por vaga

No cenário que soma as menções para a primeira e a segunda vagas em um total de 100%, Helder (MDB) lidera com 25%, seguido por Delegado Éder Mauro (PL) com 15% e Chicão (UNIÃO) com 15%. Na sequência aparecem Zequinha Marinho (Podemos), com 10%; Celso Sabino (PDT), com 5%; Gizelle Freitas (PSOL), com 1%; Lívia Noronha (Solidariedade), com 1%; Coronel Jonildo (DC), com 1%; Fernanda Lopes (UP), com 0%; Breno Guimarães (Mobiliza), com 0%; Marcelino Conti (PSOL), com 0%; e Edlaine Rodrigues (Democrata), com 0%. Os eleitores que optaram por branco, nulo ou que não vão votar somam 11%, enquanto os indecisos atingem 16%.

Quando o recorte considera isoladamente a primeira vaga, Helder (MDB) registra 36%, Delegado Éder Mauro (PL) alcança 20%, Chicão (UNIÃO) pontua 11% e Zequinha Marinho (Podemos) fica com 10%. Já para a segunda vaga, Chicão (UNIÃO) aparece na frente com 19%, seguido por Helder (MDB) com 14%, Delegado Éder Mauro (PL) com 11% e Zequinha Marinho (Podemos) com 11%.

Cenário espontâneo e índice de indecisão

Na modalidade espontânea da pesquisa, em que os nomes dos políticos não são apresentados aos entrevistados, o índice de indecisão chega a 69%. Neste formato, Helder (MDB) tem 10%, Delegado Éder Mauro (PL) e Chicão (UNIÃO) aparecem empatados com 6%, Zequinha Marinho (Podemos) soma 5% e Celso Sabino (PDT) registra 2%.

Leia também

Rejeição e definição do eleitorado

O levantamento também avaliou a percepção do eleitorado em relação à rejeição dos nomes apresentados. Os índices mais altos de eleitores que afirmam conhecer o político, mas que não votariam nele, concentram-se em Helder (MDB), com 40%, e em Delegado Éder Mauro (PL), com 33%.

Em relação à estabilidade da escolha, 67% dos entrevistados afirmam que o voto no candidato ao Senado é definitivo, ao passo que 33% admitem a possibilidade de mudar de ideia até o dia do pleito. A coleta de dados da Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 25 de setembro, sob registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PA-07042/2026, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.