O debate eleitoral reunindo candidatos ao Senado por São Paulo foi palco de intensas discussões sobre segurança pública, meio ambiente e dados demográficos, gerando grande repercussão entre os eleitores paulistas.
Verificação das falas de Geraldo Rufino
Geraldo Rufino (Podemos) acertou ao mencionar o total de favelas no estado, mas exagerou ao afirmar que esses locais abrigam a maioria da população paulista.
“Nós precisamos fazer com que o poder conheça as vidas, as favelas, as vias e o povo, principalmente que mora nessas comunidades, que é a maioria da população deste estado, que tem mais de 3 mil favelas.”
Análise das propostas de Marina Silva
Marina Silva (Rede) apresentou dados precisos sobre municípios vulneráveis a eventos climáticos, mas distorceu o alcance real de indicadores sobre violência e meio ambiente.
“As cidades que são vulneráveis a eventos climáticos extremos, como é o caso das 177 cidades que atingem cerca de 1.000 habitantes em São Paulo e que precisarão de adaptação.”
“Eu tive uma experiência muito grande no combate ao crime organizado como ministra do Meio Ambiente. Porque em integração a Polícia Federal, com a [Polícia Rodoviária Federal [PRF], vários órgãos de controle, o Ministério do Meio Ambiente através do Ibama e do ICMBio, reduzimos a violência produzida pelo crime organizado em 15%, evitando a morte de cerca de 1,5 mil pessoas.”
Contexto sobre Simone Tebet e Soninha Francine
Simone Tebet (PSB) acertou ao apontar a infiltração de facções criminosas no transporte público e no interior, mas imprecisou dados sobre suicídios na polícia. Por sua vez, Soninha Francine (Cidadania) acertou sobre critérios do IBGE no desemprego, embora tenha errado estatísticas recentes sobre o desmatamento no Cerrado.
“O PCC já está aqui, já está dentro da prefeitura no transporte coletivo. Mas nós estamos agora com CV lá numa operação em Rio Claro, tocando o terror no interior, numa operação.”
“Os nossos policiais militares morrem mais por suicídio do que em combate com o criminoso, proporcionalmente mais do que em qualquer outro estado da federação brasileira.”
“Eles [dados de desemprego no Brasil] vêm da Pnad Contínua, a pesquisa nacional em domicílio do IBGE. E [no estudo] uma pessoa pode ser considerada como ocupada – e isso está no manual de instrução para os entrevistadores da Pnad – se trabalhar como estátua viva, como alguém que limpa para-brisa de automóveis. E, aí, está lá entre parêntese ‘rodinho’, como alguém que toma conta de automóveis […].”
“Desmatamento caiu na Amazônia e aumentou no Cerrado.”
O evento serviu para confrontar propostas políticas com dados oficiais de institutos de pesquisa e órgãos governamentais, fornecendo ao eleitorado um panorama claro da precisão dos postulantes ao cargo público.










