Posicionamento oficial do Planalto

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República negou categoricamente que o assessor Swedenberger Barbosa e a secretária pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva, Cláudia Troiano, tenham aceitado presentes ou vantagens indevidas da lobista Roberta Luchsinger.

As declarações vieram à tona após a divulgação de mensagens que sugeriam a entrega de itens luxuosos, incluindo joias, relógios, ingressos para shows e uma obra de arte aos servidores públicos.

Detalhes das acusações e conversas

De acordo com as informações divulgadas, Luchsinger teria presenteado Barbosa com um relógio Cartier Tank de ouro avaliado em R$ 66.000, além de um quadro do pintor Antonio Veronese e ingressos para eventos artísticos.

A lobista também teria organizado e custeado a festa de aniversário de 67 anos do assessor, realizada em novembro de 2024 no estádio Mané Garrincha, em Brasília. O evento ocorreu durante um show de Caetano Veloso e Maria Bethânia, em um camarote ligado a uma empresa que possui contratos com o governo federal.

Relação com a secretaria presidencial

No caso de Cláudia Troiano, apontada como secretária pessoal de Lula, as conversas indicam o recebimento de peças de joalheria, roupas e ingressos, além de hospedagem no apartamento da lobista em São Paulo no mês de março de 2025.

Em sua defesa oficial enviada ao Poder360, a Secom reiterou que os funcionários negam o recebimento de qualquer vantagem indevida e que a atuação de ambos segue rigidamente as normas da Administração Pública, mantendo absoluta independência.

Nota oficial na íntegra

A nota enviada pelo governo reforça os argumentos dos servidores envolvidos na polêmica:

“Os servidores Swedenberger Barbosa e Claudia Troiano negam categoricamente que tenham recebido os presentes citados ou qualquer outro tipo de vantagem indevida da empresária Roberta Luchsinger.”

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“A atuação dos dois servidores no serviço público segue rigorosamente as normas da Administração Pública e é exercida com absoluta independência, sem qualquer influência ou interferência externa.”

“Swedenberger Barbosa reitera que, em toda a sua carreira pública, jamais atuou para favorecer qualquer pessoa ou empresa.”

“Adicionalmente, Swedenberger esclarece que, ao longo de toda a sua gestão no Ministério da Saúde, nenhuma das propostas comerciais apresentadas pela senhora Roberta Luschinger obteve êxito, tendo em vista a ausência de viabilidade técnica e jurídica. Destaca, ainda, que não foi celebrado nenhum contrato pelo Ministério da Saúde decorrente das referidas propostas.”

Outras manifestações e contratos públicos

A empresa 3Structure, citada nas investigações sobre o uso do camarote durante a festa de aniversário, também se pronunciou sobre os vínculos com o poder público.

“Todos os contratos firmados pela empresa com o governo federal foram assinados em estrito cumprimento das normas aplicáveis às contratações públicas e submetidos a inúmeras instâncias decisórias, análises técnicas dos órgãos contratantes e auditorias do TCU”, informou a companhia ao Poder360.