Na tarde desta quarta-feira (13) aconteceu no Plenário do TER – Tribunal Regional Eleitoral o julgamento que envolve denúncia contra o Prefeito Genezio Gonçalves da Luz, acusado de abuso de poder econômico com distribuição de “vale material de construção” dois dias antes da eleição de 2024, a qual ele acabou sendo eleito por uma pequena margem de votos, sobre seu principal oponente, Diego Luis Teixeira.

A denúncia partiu da Coligação Agudos do Sul em Boas Mãos, encabeçada pelo então candidato derrotado Diego, ao juízo da 144ª Zona eleitoral da Comarca de Fazenda Rio grande, através de seus procuradores Mauri Munhoz de Camargo filho, Luiz Gustavo de Andrade, Maria Luiza Pires de Oliveira e Marcela Senise de Oliveira Martins, ambos advogados constituídos ao caso.

De acordo com a denúncia, Diego tomou conhecimento que foi promovido pela Secretaria de Assistência e Promoção Social de Agudos do Sul, no dia 04 de outubro de 2024, sexta-feira, véspera das eleições municipais, um evento para a distribuição de benefícios sociais, que supostamente seriam materiais para construção, a vários eleitores do município, como forma de alavancar a candidatura do Prefeito em exercício e candidato eleito, Genézio.

Após as eleições, Diego recebeu a confirmação de realmente o evento aconteceu, o qual foi gravado por uma eleitora, que disponibilizou a gravação, que foi anexada a denúncia. No vídeo, mostra o Secretário de Assistência Social, Jaime Ferreira, chamando nominalmente as cerca de 80 pessoas presentes, em uma sala do prédio da Secretaria.

Na ocasião, o Secretário chamava um a um, para que assinasse um documento e então liberava uma espécie de “voucher” que servia para a retirada de materiais de construção em diversas empresas da cidade. Esse “benefício” foi distribuído pra inúmeras pessoas, naquela sexta-feira, às vésperas das eleições. Algumas pessoas receberam o benefício, relataram, por meio de Escritura Pública de Declaração, que seguem anexas à denúncia, o que teria acontecido no evento organizado pela Prefeitura.

Os procuradores da Coligação de posse das informações e provas, peticionaram em juízo as denúncias que tramitaram até então, chegarem ao julgamento no TER, que entendeu que esse evento promovido por apoiadores de Genézio, interferiu no resultado da eleição. Diante disso, no julgamento desta quarta-feira, até o presente momento, tiveram 4 votos de Desembargadores favoráveis a cassação do Prefeito Genézio, com apenas 1 voto contrário. No entanto, o processo recebeu um pedido de vistas do Presidente do TER, Desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, interrompendo o julgamento e adiando para o dia 3 de junho próximo.

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Diante disso, Agudos do Sul volta ao “hall” de município incluído em fraudes eleitorais, para determinado grupo de manter no poder.

Na gestão anterior, já houve um caso semelhante que culminou na cassação do então Prefeito Jesse Zoelner da Rocha, que tinha como vice Prefeito na época, Antônio Ferreira da Luz que inclusive é pai do atual Prefeito Genézio, denunciado por abuso de poder econômico.

O que se sabe é que pouco antes dele completar 18 meses de gestão, eleito nas urnas com 3281 votos contra 3217 do então candidato Digo Luis Teixeira – cravando uma diferença de 64 votos, Genézio pode amargar sua cassação por envolvimento ilícito de abuso de poder econômico.

Se confirmada a cassação do Prefeito Genézio, o presidente da Câmara Municipal, vereador Monza, assumiria a cadeira de mandatário do município, até a justiça eleitoral determinar novas eleições municipais no município, ou seja, mais do mesmo em Agudos do Sul.