A agenda do mercado corporativo desta quarta-feira (28) movimenta os investidores com uma série de divulgações de balanços trimestrais e novidades estratégicas de companhias de grande porte listadas na bolsa de valores.

Balanços do terceiro trimestre

O Santander Brasil (SANB11) reportou lucro líquido gerencial recorrente de R$ milhões no terceiro trimestre de 2026 (2T26), montante 28% inferior ao reportado no mesmo intervalo de 2025. A receita somou R$ 20,375 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um recuo de 1,9% na comparação com igual etapa de 2025, enquanto o retorno sobre patrimônio (ROE, na sigla em inglês) recorrente anualizado foi de 11,9%.

Já a farmacêutica Hypera (HYPE3) teve lucro líquido de R$ 527 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 16,1% sobre o resultado obtido no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta terça-feira. A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) 3,4% maior na mesma comparação, a R$ 782,3 milhões. Além disso, o Conselho de Administração da Hypera (HYPE3) aprovou nesta terça-feira (27) a programa de recompra de 5 milhões de ações ordinárias de emissão da própria companhia, sem redução do capital social.

Por sua vez, a locadora de veículos Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, o que equivale a uma alta de 117% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor é idêntico ao da prévia de resultados divulgada no início deste mês, com receita líquida de R$ 3,870 bilhões, alta de 2,8%. O volume de vendas diárias subiu de 6,085 de para 7,439 milhares, avanço de 22%, a tarifa RAC (Rent-A-Car) subiu de R$ 159 para R$ 167, alta de 5%, e novos 767 mil clientes foram captados nos últimos 12 meses.

Novidades e movimentações estratégicas

Além dos números trimestrais, Intelbras (INTB3), Motiva (MOTV3) e Klabin (KLBN11) divulgam seus resultados hoje, enquanto a Petrobras (PETR3; PETR4) divulga seu relatório de produção e vendas do 3º trimestre após o fechamento dos mercados.

A Romi informou ter recebido um pedido de arbitragem apresentado pela GE Energias Renováveis, que cobra uma indenização estimada em US$ 20 milhões. A fabricante de máquinas afirma que o valor foi definido unilateralmente pela GE e não representa uma obrigação reconhecida pela companhia. Em julho de 2026, a Romi também entrou com uma ação judicial contra a GE para cobrar R$ 28,3 milhões referentes a créditos que considera devidos.

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A Boa Safra aprovou seu quinto programa de recompra de ações, com início previsto para 15 de novembro de 2026, podendo adquirir até 2,89 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 5% dos papéis em circulação no mercado. Segundo a empresa, a iniciativa busca otimizar a estrutura de capital e potencialmente ampliar o retorno aos acionistas.

A Oncoclínicas informou à B3 que não é parte do processo judicial que teria suspendido os efeitos da decisão da CVM que determinou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) de suas ações, afirmando que não foi notificada sobre a liminar atribuída ao fundo Josephina III e que soube do caso por meio de notícias da imprensa.

O Grupo Toky, em recuperação judicial, informou ter recebido a indicação de José Paulo Marques Netto e Lucilene Silva Prado como candidatos independentes ao Conselho de Administração, feita pelo fundo Piemonte TOKY3, com eleição em Assembleia Geral Extraordinária em 6 de novembro.

Por fim, a Motiva (MOTV3) comunicou que celebrou instrumentos contratuais para autoprodução de energia com prazo de 15 anos, e a Azzas 2154 (AZZA3) afirmou que informações sobre a expansão da Farm Rio não são projeções oficiais.