A derrota por 1 a 0 para o Grêmio no estádio Couto Pereira colocou o Coritiba em uma situação delicada na reta final do Campeonato Brasileiro. Apenas seis rodadas separam o clube do desfecho da temporada, e o revés para um adversário que ainda não havia vencido como visitante acendeu o sinal amarelo para o risco de rebaixamento.
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Falta de repertório e queda de rendimento
Mais preocupante do que o placar negativo é a ausência de alternativas de um time que perdeu a competitividade vista no primeiro turno. O Coxa sofre quando precisa assumir o protagonismo da partida e apresenta a menor média de posse de bola entre todos os participantes da elite nacional.
A insistência em um modelo tático baseado em transições rápidas e pontas torna a equipe previsível. Sebastián Gómez e Lavega desperdiçaram oportunidades claras diante de mais de 30 mil torcedores, evidenciando a carência de eficiência ofensiva.
O desafio de Fernando Seabra e o fator Z-4
Se a organização e a intensidade sustentavam a campanha na primeira metade do torneio, esses atributos desapareceram justamente no momento em que a pontuação é mais urgente. As escolhas do técnico Fernando Seabra e a estagnação coletiva passaram a ser questionadas após exibições sem a agressividade esperada em confrontos diretos.
A vantagem construída no início do campeonato ainda impede a entrada na zona de degola, mas essa margem de segurança foi quase totalmente consumida.
Próximos passos decisivos
O próximo compromisso, marcado para sábado contra o Vitória, ganha contornos de decisão. A equipe paranaense precisa somar três pontos para estancar a crise e recuperar a confiança.
O destino do clube na elite do futebol nacional dependerá de uma mudança imediata de postura dentro de campo, especialmente nos duelos cruciais que restam no calendário.









