Com uma vitória por 2 a 1 sobre a Ferroviária no jogo de volta, disputado na Fonte Luminosa, o Maringá escreveu o capítulo mais importante de seus 16 anos de história ao levantar a taça da Série C do Campeonato Brasileiro. A campanha vitoriosa coroa uma trajetória de superação, marcada por momentos de instabilidade, uma troca crucial no comando técnico e uma arrancada avassaladora rumo ao acesso e ao topo do futebol nacional.

A consolidação de um projeto vitorioso

Fundado em 2010, o clube paranaense alcança seu patamar mais alto após anos de evolução constante. O ponto culminante reflete a maturidade de uma instituição que, em 2022, sequer disputava divisões nacionais.

Ao longo de 16 anos, o Dogão acumulou três vice-campeonatos estaduais nas últimas cinco temporadas e campanhas de destaque na Copa do Brasil. Agora, com a conquista nacional e a vaga garantida na segunda divisão, a diretoria projeta desafios ainda maiores para o próximo ano, exigindo planejamento redobrado e capacidade de investimento.

Fatores decisivos para a taça nacional

A conquista histórica foi construída sobre pilares sólidos que sustentaram a equipe ao longo do torneio, combinando soluções caseiras, ajustes táticos e o brilho individual de atletas fundamentais.

Aposta caseira e reviravolta no comando

A mudança na comissão técnica representou o grande ponto de virada na temporada. Diante das dificuldades na primeira fase e do risco de ficar fora do G8 nas rodadas finais, a diretoria optou pela demissão de Moisés Egert e efetivou o auxiliar fixo Ivan Campanari.

A escolha se mostrou certeira. Conhecedor profundo do grupo e da filosofia do clube, Campanari recuperou a confiança dos jogadores, reestruturou a identidade tática e conduziu o time a uma sequência invicta que terminou no título.

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Solidez defensiva e força longe de casa

Outro aspecto determinante foi a evolução drástica do sistema defensivo. Se na primeira fase o time teve a defesa mais vazada, com 30 gols sofridos, no quadrangular decisivo a história mudou: apenas dois gols sofridos em seis partidas.

Essa solidez andou de mãos dadas com o excelente desempenho como visitante. Sob o comando de Campanari, o Maringá completou dez partidas consecutivas sem perder fora de casa, incluindo triunfos cruciais sobre o Paysandu e, na grande decisão, contra a Ferroviária.

Protagonismo em campo

Dentro das quatro linhas, o atacante Ronald Camarão chamou a responsabilidade e se consolidou como o grande nome da reta final. Autor de gols decisivos e golaços de longa distância contra Floresta e Ferroviária, o artilheiro terminou a Série C com sete tentos.

O sucesso também passou pela liderança de peças fundamentais do elenco, como o zagueiro Ronald, o volante Lucas Bonifácio e o atacante Negueba, que deram o suporte necessário para que o clube superasse as turbulências do calendário anual.