A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) iniciou a coleta de assinaturas e protocolou neste sábado, 17, um requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito voltada a apurar a conduta de grandes empresas de tecnologia durante o processo eleitoral.
A reação no Congresso Para que o pedido seja aceito e a investigação ganhe andamento na Câmara dos Deputados, são necessárias ao menos 171 assinaturas de parlamentares.
A parlamentar destacou em suas redes sociais que o objetivo é reunir o apoio necessário “para que, independentemente de qual seja o resultado das urnas, as big techs sejam investigadas”. Ela também pontuou no X que acompanha “abusos cometidos por empresas como a Meta” e que “tudo indica que as eleições brasileiras estão sofrendo interferência de bilionários estrangeiros”.
O contexto da Meta O avanço da ofensiva legislativa ocorre após a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp reconhecer, na sexta-feira, que “falhas técnicas” impactaram a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Apesar de afastar a hipótese de interferência política intencional e argumentar que o oponente Flávio Bolsonaro também enfrentou problemas similares, o caso gerou forte repercussão institucional.
Investigação governamental Paralelamente à iniciativa no Legislativo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Ministério Público Federal e a Agência Nacional de Proteção de Dados com o intuito de examinar eventuais irregularidades na moderação de conteúdo exercida pela gigante tecnológica.










