Com passagens marcantes por Athletico e Palmeiras, o ex-atacante Oséas acompanha de perto o confronto deste sábado pelo Campeonato Brasileiro. Atualmente morando em Salvador e atuando no mercado imobiliário, o ídolo dos dois clubes projeta um confronto equilibrado na Ligga Arena, mas enxerga uma leve vantagem para a equipe paranaense jogando em casa.
Expectativa para o confronto e elogios aos times
— Tanto o Palmeiras como o Athletico estão passando por uma boa fase. A qualidade que o Palmeiras tem, uma equipe muito forte. Athletico também está aí gradativamente, tem o centroavante, o Viveiros, que está em uma excelente fase — comentou, em entrevista ao ge.
— Vai ser um jogo difícil para ambas as partes. Mas, como se trata de um jogo na Baixada, eu acho que tem um pequeno favoritismo para o Athletico — opinou.
A vitória histórica de 1996 na memória
A percepção do ex-jogador tem base em suas próprias vivências em Curitiba. Há três anos, em 1996, Oséas foi decisivo na vitória por 2 a 0 do Furacão sobre o Palmeiras, em partida emblemática que marcou o retorno rubro-negro à elite do futebol nacional.
— Recordo muito bem, o Palmeiras vinha de bastantes jogos sem perder, mas caiu na Baixada. Tive a felicidade de ter feito um gol. O Palmeiras tinha Velloso, o Clebão, enfim, a gente sabia a dificuldade que tinha, principalmente o atacante sabia a zaga que tinha. Mas fui feliz, né? Numa cabeçada, subi mais do que Clebão e acabei fazendo o primeiro gol da nossa vitória — contou.
O tento nasceu de uma jogada aérea característica daquela equipe, contando com a precisão dos cruzamentos do lateral Alberto Valentim, atualmente técnico do Operário-PR.
— Nós tínhamos uma qualidade do Alberto, cruzando com uma qualidade imensa. E, como o meu forte sempre foi o cabeceio, treinava muito para isso. Acabei ganhando aí do zagueiro, acho que foi o Clebão, e cabeceando para baixo ali, que o Veloso não conseguiu pegar a bola. Tempos bons, maravilhosos, jamais serão esquecidos — relembrou.
Pressão da torcida e comparação com a Bombonera
Além das quatro linhas, a atmosfera do estádio rubro-negro é outro fator lembrado com carinho por Oséas, que comparou a energia das arquibancadas à mancada casa do Boca Juniors.
— A nossa torcida apoiava muito e apoia até hoje, né? Era um caldeirão. A gente chamava que era a Bombonera. Caía ali e a gente fazia o máximo, porque nossa torcida, do começo ao fim, incentivava, e nós, dentro de campo, fazíamos sempre o melhor.
A fase iluminada de Viveros
Analisando o momento atual do clube paranaense, Oséas destacou o desempenho do artilheiro Viveros, autor de 21 gols na competição, colocando-o na galeria de grandes camisas 9 que já vestiram a camisa vermelha e preta, ao lado de nomes como Paulo Rink, Washington Coração Valente, Lucas e Alex Mineiro.
— A maioria dos centroavantes que passaram pelo Athletico teve boas fases, tipo eu, Paulo Rink, Washington Coração Valente, Lucas, Alex Mineiro. Hoje é a fase do Viveros, um jogador rápido, veloz — comentou.
— Além de ter a qualidade que tem, centroavante também tem que dar sorte. Às vezes a bola bate nele, entra e é gol dele. Enfim, aproveitar esse grande momento que ele está atravessando e dar muitas alegrias aos torcedores athleticanos — concluiu.
Athletico e Palmeiras entram em campo neste sábado, às 19h30 (de Brasília), na Arena da Baixada, em partida válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.









