O senador Flávio Bolsonaro recebeu orientações de seu grupo político para direcionar seus discursos públicos a alvos específicos, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Mudança de rumo na campanha

A avaliação interna é de que o candidato do PL precisa resgatar figuras centrais no imaginário da oposição para reenergizar a militância. A meta é evitar que a campanha fique apenas reagindo aos temas impostos pelo presidente Lula.

Setores do bolsonarismo têm manifestado insatisfação com os rumos da disputa no segundo turno. A percepção de que a vantagem obtida no primeiro turno gerou acomodação tem sido alvo de críticas frequentes entre os apoiadores.

Contraste com a agenda adversária

Enquanto a equipe governista tenta pautar o debate público com debates como a PEC 6×1, os aliados apontam que a estratégia de Flávio tem se restringido a desmentir boatos e reiterar o antipetismo tradicional.

Para tentar corrigir esse cenário, o presidenciável sinalizou que deve adotar as novas diretrizes já na próxima agenda pública, programada para ocorrer em Minas Gerais.

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Diálogo reservado com o Supremo

Em paralelo à mobilização da base, emissários da campanha mantiveram contatos recentes com o ministro Alexandre de Moraes para buscar garantias sobre a condução do processo eleitoral.

A articulação foi conduzida pelo deputado federal e senador eleito Guilherme Derrite, que utilizou proximidade com círculos policiais para estabelecer o canal de comunicação com o magistrado.

Durante as sondagens, o grupo quis saber se haveria qualquer tipo de atuação do tribunal no pleito, obtendo como retorno a garantia de que o STF não intervirá na disputa. O clima de distensão tem se refletido em gestos recentes, como a autorização para que o candidato visite o pai em prisão domiciliar.