Morreu aos 60 anos o cantor Netinho, ex-vocalista da Banda Beijo, vítima de câncer. Ele ficou famoso por levar um trio elétrico para a Copa de 1990. O cantor Netinho faleceu nesta terça-feira (13/10), aos 60 anos, vítima de câncer. O artista marcou a história da música brasileira e ficou nacionalmente conhecido por embalar a seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 1990, realizada na Itália, quando ainda comandava a Banda Beijo.

A histórica apresentação no mundial da Itália

Durante o torneio mundial, o cantor levou a energia da folia baiana para a Europa ao cantar em um trio elétrico em frente ao estádio Delle Alpi, em Turim. O local foi palco das quatro partidas da equipe canarinho naquela edição da competição, além de registrar a estreia histórica de um veículo de som brasileiro fora do país. Registros históricos apontam que a prefeitura da cidade italiana chegou a reconhecer a importância da iniciativa para manter a harmonia entre torcedores de diferentes nacionalidades durante o evento esportivo.

Trajetória da seleção e o projeto pioneiro

Naquela Copa, a equipe nacional mandou seus jogos na cidade italiana e garantiu 100% de aproveitamento na fase inicial, superando Suécia, Costa Rica e Escócia, antes de ser eliminada pela Argentina nas oitavas de final. Sobre a façanha de cruzar o oceano com a estrutura festiva, o artista relembrou o feito em seu site oficial: “Transportamos um trio elétrico do Brasil para a Copa do Mundo na Itália. Foi a primeira vez que um trio saiu do país dessa forma, acompanhando a Seleção Brasileira em Turim, no Estádio Delle Alpi, para fazer apresentações animadas antes e depois dos jogos para torcedores do mundo todo. Foi tudo surreal”.

Luta contra a doença e despedida

O músico estava internado e tratava um linfoma não Hodgkin do tipo B, condição que acabou evoluindo para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Por meio de nota oficial, a equipe do cantor lamentou a perda e celebrou a trajetória do ícone da música baiana: “Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo”. Em vida, o próprio artista já havia demonstrado gratidão pela jornada construída nos palcos, conforme destacou sua assessoria de imprensa ao lembrar de suas palavras: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte”.

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