O poder público brasileiro direcionou um total de 16.627 plataformas de apostas online irregulares para bloqueio. O balanço oficial, divulgado no sábado (10), engloba as ações realizadas entre os dias 25 de setembro e 9 de outubro.
Ação conjunta de órgãos federais
A operação foi conduzida em parceria pelo Ciberlab, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública, e pela Secretaria de Prêmios e Apostas, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda. Apenas nos dias 8 e 9 de outubro, as autoridades detectaram 2.979 novas páginas de apostas operando sem autorização em território nacional.
Além do bloqueio dos domínios, as autoridades exigiram a exclusão de 3.691 canais de comunicação, perfis e páginas em redes sociais. Foram atingidas 1.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 1.027 grupos e canais no Telegram, 115 contas no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor hospedado no Discord.
Cronograma de restituição dos saldos
Os usuários tiveram até o dia 5 de outubro para acessar as plataformas e resgatar o saldo remanescente por conta própria. Com o encerramento desta etapa, o processo de restituição entrou em uma nova fase operacional.
Entre 9 e 14 de outubro, as instituições financeiras assumiram a responsabilidade de efetuar a devolução do dinheiro aos usuários. Caso ocorra algum impedimento técnico que impeça os bancos de realizarem o repasse, os montantes serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que centralizará os pagamentos a partir de 14 de outubro.
As informações consolidadas pelas empresas apontam que ainda existem R$ 159 milhões a serem repassados aos clientes. Esse valor foi atualizado após o envio de relatórios detalhados pelas companhias de apostas.
Contas e atuação judicial
Os relatórios repassados ao governo envolvem 22,5 milhões de apostadores e contemplam 70,5 milhões de contas ativas. Desse total expressivo, 90% das contas registram quantias inferiores a R$ 1.
As regras estipulavam que as companhias repassassem aos bancos as informações financeiras detalhadas de cada usuário, incluindo o CPF e a conta bancária de origem dos depósitos. Contudo, oito empresas falharam no envio dessas informações obrigatórias.
Diante da omissão, a AGU (Advocacia-Geral da União) acionará judicialmente as oito bets para forçar o repasse dos dados e viabilizar o pagamento aos clientes.










