O governo chinês liberou 550 bilhões de yuans, equivalentes a US$ 82 bilhões, em cotas de dívida pública que estavam inutilizadas. O objetivo da medida é fortalecer o caixa das administrações locais e ampliar os aportes em obras de infraestrutura, tentando reanimar uma economia que sofre com a retração no consumo e nos investimentos.
Pressão sobre o crescimento
A decisão ocorre após uma sequência de dados econômicos desfavoráveis que elevaram a cobrança para que o país consiga alcançar a meta oficial de expansão do PIB para este ano, fixada entre 4,5% e 5%. O ritmo de atividade perdeu força após o encerramento do primeiro trimestre. A baixa demanda interna e a prolongada crise no mercado imobiliário acabaram anulando os avanços obtidos pelas exportações e pelos segmentos de alta tecnologia.
Destinação dos recursos
Do total mobilizado pelo Ministério das Finanças, 300 bilhões de yuans foram direcionados para garantir o funcionamento cotidiano das administrações em níveis de condado e distrito. O montante restante será aplicado na execução de projetos de infraestrutura, com foco especial em iniciativas que já estão em andamento e em áreas com maior dinamismo econômico.
Ações do governo e política fiscal
No mês anterior, o Conselho de Estado já havia sinalizado a intenção de ampliar as medidas anticíclicas para mitigar o cenário adverso e cumprir os objetivos sociais e econômicos do período. Embora o uso de cotas remanescentes de endividamento seja uma estratégia adotada nos últimos dois anos para estimular o final do exercício, o volume atual supera os valores registrados nos anos anteriores.
Em nota oficial separada, a pasta da Fazenda reforçou que pretende implementar “de forma vigorosa e eficaz” uma política fiscal mais proativa, visando estimular o consumo interno e expandir a demanda no mercado nacional.










