As autoridades de saúde da Rússia negaram nesta quinta-feira (8) que uma segunda pessoa tenha sido infectada após contato com uma pesquisadora que morreu na semana passada, vítima de uma enfermidade respiratória de origem indeterminada na Sibéria.

Controle sanitário descarta contaminações Em nota oficial emitida por agências de notícias locais, o órgão regulador de saúde refutou o que classificou como “informações falsas que circulam nas redes sociais sobre um segundo caso de pneumonia.” O departamento garantiu que concluiu o monitoramento de todos os indivíduos que mantiveram proximidade com a vítima e assegurou que “nenhum problema de saúde relacionado a uma infecção foi detectado”. Adicionalmente, o órgão informou que a análise de aproximadamente 5 mil amostras laboratoriais não revelou a presença de microrganismos perigosos, reiterando que não existe perigo de disseminação em massa.

Investigação sob pressão internacional Apesar dos posicionamentos oficiais, o governo russo ainda não esclareceu de forma definitiva se Darya Shipilova, de 28 anos, falecida em 2 de outubro, foi vítima de peste pneumônica ou de outro agente patogênico. Até o momento, o diagnóstico divulgado aponta apenas para um quadro de pneumonia com causa sob investigação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou na quarta-feira (7) que solicitou esclarecimentos a Moscou após publicações na imprensa sobre uma possível segunda contaminação. O pedido da entidade internacional teve como base notícias veiculadas por um portal russo de celebridades e por um jornal britânico.

Falta de transparência e teorias na internet Representantes dos Estados Unidos também têm exigido maior abertura das autoridades russas em relação ao episódio. A pesquisadora trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk da Sibéria e do Extremo Oriente, e seu falecimento gerou forte repercussão e apreensão online. Como medida preventiva, os contatos diretos da cientista foram submetidos à quarentena na semana passada.

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Enquanto o caso segue cercado de incertezas, diversas hipóteses não confirmadas sobre a origem da infecção se espalharam pelas redes sociais, incluindo boatos sobre a queda de um tubo de ensaio com bactérias, viagens à Tailândia ou visitas a áreas próximas à fronteira mongol, embora não existam dados públicos que comprovem tais teorias.