O principal entrave para a expansão internacional da BYD reside no cenário geopolítico, conforme declarou Stella Li, vice-presidente executiva da fabricante chinesa. A manifestação ocorreu meses após o presidente da companhia estabelecer a meta de transformar a marca na maior montadora global em um horizonte de cinco anos.
Incertezas no cenário internacional
Participando da Cúpula da Ásia do Milken Institute, sediada em Cingapura, a executiva detalhou as dificuldades enfrentadas para realizar investimentos de longo prazo em mercados estrangeiros.
“Quando fazemos negócios, queremos agir com certeza e visibilidade para que possamos controlar a situação e, assim, investir. Mas, com a geopolítica, nunca se sabe qual é a intenção nem o que eles estão fazendo”, disse Li na ocasião.
Estratégia para o mercado norte-americano
Diante desse panorama de instabilidade, a montadora optou por manter distância do setor automotivo nos Estados Unidos, mesmo operando no país há um longo período.
“Não temos clareza, visibilidade e estabilidade lá, então decidimos esperar e não entrar no mercado norte-americano de carros de passeio neste momento”, explicou a executiva sobre a decisão de não comercializar automóveis de passeio na região por ora.
Parcerias, tecnologia e valor de mercado
Questionada sobre eventuais alianças comerciais com concorrentes de seu país de origem, a diretora descartou a possibilidade, justificando que a corporação possui autonomia tecnológica avançada. “Somos líderes em vários setores, não apenas em automóveis”, afirmou ela, citando a atuação em segmentos como painéis solares e armazenamento de energia.
No campo tecnológico, a marca confirmou que a Nvidia segue como uma parceria “muito forte” no fornecimento de chips. Além disso, a empresa relatou dificuldades na contratação de mão de obra suficiente em território chinês, projetando o uso de robôs industriais no futuro.
Por fim, a liderança avaliou que as ações da companhia negociadas na bolsa de Hong Kong estão “extremamente subvalorizadas” quando comparadas às concorrentes norte-americanas, reforçando que o modelo de negócios se baseia na engenharia e vai além da fabricação tradicional de veículos.










