A disputa pela presidência ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (7), quando Clariana Barão (DC), que concorreu ao Palácio do Planalto no primeiro turno, oficializou seu alinhamento com Flávio Bolsonaro (PL) para a próxima fase do pleito.
Encontro com a liderança liberal O anúncio ocorreu ao término de uma reunião com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal. De acordo com nota oficial emitida pela campanha, a ex-concorrente manifestou disponibilidade para somar esforços no projeto político do senador.
Exigências para a aliança partidária Em troca do suporte na corrida eleitoral, a política destacou a necessidade de que o parlamentar mantenha as garantias já asseguradas ao público feminino. Além disso, ela cobrou a promessa de direcionar metade das futuras vagas no Supremo Tribunal Federal (STF) para magistradas.
Proposta de cotas na política Outro ponto defendido pela figura pública é a implementação de uma reserva mínima de 30% dos assentos na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais para candidatas mulheres.
“Em um país onde as mulheres são a maioria da população e do eleitorado brasileiro, não existe democracia plena sem a participação feminina“, declarou Clariana, que finalizou o primeiro turno com 40.043 votos, ocupando a nona posição na corrida presidencial.
Contexto da eleição presidencial O material oficial distribuído à imprensa ressalta que a defesa da infância e a expansão do espaço feminino na política foram os pilares centrais da trajetória da candidata, alinhando-se aos termos do acordo.
No segundo turno, Flávio Bolsonaro enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na primeira etapa, o representante do PL obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto o petista registrou 45,16%.
Além da adesão do DC, o candidato liberal acumulou recentemente o endosso de ACM Neto (União Brasil) — com atuação focada no estado da Bahia —, das siglas União Brasil e PP, do ex-presidente Michel Temer (MDB), bem como dos ex-adversários na disputa presidencial Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).










