A senadora Leila Barros, popularmente conhecida como Leila do Vôlei, protocolou nesta terça-feira (6) um pedido de afastamento por licença médica do Senado Federal com duração de 120 dias, confirmando que não retornará mais ao seu mandato na Casa legislativa.
Impacto nas urnas e novas cadeiras A parlamentar, filiada ao PDT, obteve 21,25% dos votos válidos no pleito realizado no último domingo (4), marca insuficiente para garantir a renovação de sua cadeira por mais oito anos. As candidatas vitoriosas no Distrito Federal foram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL), que alcançaram 29,05% e 27,44% dos votos, respectivamente.
Detalhes da licença e sucessão Sobre a decisão, Leila afirmou que tomou a medida para “cuidar da saúde e de assuntos particulares”, e ressaltou que o período de afastamento não é remunerado. Com a saída, a suplente Leany Lemos (PSB-DF) assume oficialmente a vaga parlamentar até que ocorra a posse da nova legislatura, programada para o dia 1º de fevereiro de 2027.
Para que o afastamento pelo prazo solicitado tenha validade jurídica, o requerimento precisa passar pela votação do plenário do Senado. A análise da matéria pode ocorrer ainda nesta terça-feira, visto que os parlamentares estão reunidos na capital federal para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada ao fim da escala de trabalho 6×1.
Trajetória no esporte e na política Eleita originalmente em 2018, Leila construiu uma trajetória de destaque nacional tanto como jogadora da seleção brasileira de vôlei quanto pela atuação legislativa voltada à defesa dos direitos das mulheres, incentivo ao esporte e projetos de inclusão social.
Natural de Taguatinga (DF) e nascida em 30 de setembro de 1971, é filha de um mecânico e de uma dona de casa. Na juventude, conquistou uma bolsa de estudos em colégio particular devido ao seu talento esportivo e iniciou a carreira profissional aos 17 anos após aprovação em seletiva do Minas Tênis Clube.
Atuação legislativa e projetos marcantes Durante sua passagem pelo Congresso Nacional, exerceu o cargo de relatora da Medida Provisória que discutiu a taxação federal de 20% sobre importações de até US$ 50, medida amplamente conhecida como a “taxa das blusinhas”.
Entre as iniciativas legislativas de sua autoria destaca-se o PL 1.369/2019, que resultou na sanção da Lei 14.132, responsável por tipificar o crime de perseguição, o chamado stalking, no Código Penal brasileiro. A senadora também trabalhou como relatora em pautas voltadas ao fortalecimento da Lei Maria da Penha.










