O técnico Rogério Micale foi direto ao avaliar a situação crítica do Londrina na Série B do Campeonato Brasileiro e afirmou que a equipe não possui mais espaço para tropeços na tentativa de evitar o rebaixamento. Afundado na zona de perigo, o clube paranaense se prepara para um confronto direto de extrema importância contra o Avaí, marcado para quarta-feira, às 19h30, no estádio da Ressacada, válido pela 32ª rodada da competição nacional.

Confronto direto na parte inferior da tabela Atualmente na 18ª colocação com 28 pontos somados, o Tubarão está logo abaixo do adversário catarinense, que ocupa o 17º posto com 30 pontos. A distância que separa a equipe alviceleste do Botafogo-SP, primeiro clube fora do Z4, é de sete pontos, tornando a vitória fora de casa um resultado obrigatório para manter as esperanças de salvação vivas.

A cobrança por atitude em campo Para o comandante alviceleste, o momento exige foco total e postura agressiva, descartando qualquer tipo de desculpa pelos resultados recentes ruins.

— Nossa margem de erro é zero. Acabou. “Ah, jogamos bem e não ganhamos.” Acabou. Temos que ganhar. Se quisermos permanecer na Série B, não temos mais chances, não temos mais desculpas, não temos mais conversa, não tem mais o que falar. É atitude dentro de campo — afirmou Micale.

O treinador também destacou que a pressão pelo resultado positivo recai sobre os dois lados da tabela, já que ambos os clubes lutam desesperadamente contra a degola nesta reta final de campeonato.

— A verdade é que temos que ir lá e ganhar do Avaí. E o Avaí vai ter que lidar com isso também. Eles sabem que estamos na mesma situação que eles. Os dois precisam ganhar — disse.

— Quem souber lidar com essa pressão, estiver preparado, estiver mentalmente forte, como dissemos, e conseguir ter equilíbrio durante o jogo, vai ganhar, e quem perder está basicamente dizendo adeus — afirmou o treinador.

Matemática e resistência no cargo Apesar do cenário desfavorável e das estatísticas apontarem apenas 9,6% de chances matemáticas de permanência na Série B, o comandante reforça que a luta continuará enquanto houver qualquer possibilidade de escapar da queda para a terceira divisão.

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— Enquanto existir 0,001%, é possível. Enquanto existir isso, temos que acreditar. Já vimos esse nível de cálculos e coisas acontecendo. Há vários exemplos no futebol brasileiro. Então, enquanto não for 100%, essa pequena matemática não nos permite desistir de lutar e brigar para conseguir — disse Micale.

Desde que assumiu o comando técnico na sétima rodada, encontrando o grupo na penúltima colocação, o treinador tem lidado com um volume de derrotas superior ao que estava acostumado em passagens anteriores, mas garantiu que sua permanência e dedicação ao projeto continuam firmes até o desfecho da temporada.

— Jogar a toalha não faz parte da minha natureza. Não penso em jogar a toalha, não penso em abandonar o barco. Agora, não estou satisfeito. Estou passando por uma situação no Londrina que não vivia há algum tempo. Meu último trabalho, foi na seleção [do Egito, semifinalista olímpica], eu passei muito tempo sem perder — comentou.

— Eu assumi o Londrina em segundo lugar no campeonato, né? Não. Peguei o Londrina em penúltimo. Então, subimos uma posição, estamos a sete pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento. Não estou confortável com as derrotas, mas aceitei esse trabalho sabendo que provavelmente teria muito mais derrotas do que vitórias. Vim preparado para isso. Não vou jogar a toalha. Vou lutar enquanto tiver que lutar — completou.