O copiloto da Flydubai responsável por tentar derrubar uma aeronave nesta semana já acumulava uma proibição de voo em Omã, sua nação de origem. A medida restritiva foi adotada pelas autoridades locais em decorrência de receios relacionados a posturas radicais do profissional. Até o momento, permanece incerta a confirmação se o governo omaniano repassou esses alertas de segurança a outras nações.

Investigação e prisão do suspeito Dados divulgados por fontes ligadas ao caso apontam que o indivíduo foi flagrado com conteúdo extremista em 2024. Após ser detido em território saudita, o homem passou por extradição na última quinta-feira (1/10) rumo aos Emirados Árabes Unidos.

A agência Reuters indicou que ele passará por sabatinas conduzidas por autoridades de Israel. Durante as primeiras abordagens, o suspeito declarou ter atuado de maneira isolada na tentativa de sabotagem.

Posicionamento oficial da companhia aérea A empresa responsável pela operação do voo declarou que um inquérito rigoroso foi aberto para esclarecer todos os aspectos da ocorrência.

“É importante que permitamos que este processo estabeleça os fatos”

, destacou o diretor executivo Ghaith Al Ghaith por meio de nota oficial.

Dinâmica do ataque a bordo O voo havia decolado de Dubai com rota programada para Tel Aviv quando o copiloto desferiu golpes de faca contra o comandante da aeronave, buscando precipitar a queda do veículo aéreo. Mesmo lesionado, o comandante conseguiu destravar a porta da cabine, permitindo que os passageiros contivessem o agressor rapidamente.

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Dois aviadores reservas que integravam a tripulação assumiram os comandos e realizaram um pouso de emergência em solo saudita sem maiores incidentes.

Relato heroico do piloto A aeronave transportava 174 ocupantes, dos quais 166 possuíam nacionalidade israelense. O piloto indiano Smit Machchhar declarou na última sexta-feira (2/10) que destravou o acesso à cabine como uma alternativa extrema para preservar sua sobrevivência e a dos demais viajantes.

“Eu estava deitado no chão, ferido, mas disse a mim mesmo para dar um último esforço e abrir a porta por dentro”

, relatou.

“Eu estava, obviamente, lutando pela minha própria vida, mas, ao mesmo tempo, sabia que não ia deixar que outros morressem”

, completou o comandante.