As campanhas presidenciais concentram suas últimas energias na tentativa de capturar eleitores indecisos e evitar faltas nas urnas antes da votação.

Estratégias para capturar a direita A busca pelo voto útil se tornou a principal aposta para o grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) nestes momentos derradeiros.

“Muitos dos candidatos que estão posicionados mais atrás nas pesquisas de intenção de voto têm posicionamento mais à direita. A campanha de Flávio vê uma oportunidade de tentar trazer essas pessoas para perto”, afirmou a analista durante o CNN Agora deste sábado (3).

A migração de eleitores O raciocínio estratégico aponta que o eleitor de nomes menos votados pode decidir apoiar o principal expoente do campo conservador já no início do processo.

“Se for um candidato mais à direita, como Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), talvez o movimento natural seja ir para Flávio Bolsonaro desde o primeiro turno”, avaliou a analista.

Apesar da expectativa, especialistas ponderam que a transferência de votos não ocorre de maneira automática, visto que parte da direita mantém ressalvas ao bolsonarismo.

“Tem uma parte dos votos que poderia migrar para Lula, mas, no discurso dele, a ideia de puxar esse eleitor é um pouco mais frágil”, observou.

Foco no combate à abstenção Enquanto a oposição tenta aglutinar o campo conservador, a chapa de Lula (PT) direciona seu foco principal para reduzir a ausência de eleitores no domingo de votação.

Dados históricos e pesquisas internas revelam que taxas elevadas de ausência prejudicam desproporcionalmente o desempenho petista devido às características demográficas de sua base de apoio.

“Tem mais mulher que costuma faltar, mais idosos que eventualmente desistem de ir até a urna”, explicou a analista.

Como consequência, petistas intensificaram mensagens voltadas a aposentados e segurados da previdência social, utilizando alertas sobre o futuro dos pagamentos caso o adversário saia vitorioso.

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Falta de debate programático Embora ambas as candidaturas utilizem essas duas frentes em diferentes medidas, a dinâmica geral da disputa acabou influenciada por fatores externos aos planos de governo.

“Fazem uma aposta um pouco maior em uma canoa ou na outra”, afirmou.

O período que antecede a votação ficou marcado por embates judiciais nas cortes superiores, polêmicas envolvendo ministros e denúncias de corrupção, deixando propostas em segundo plano.

“Os candidatos chegam para essa etapa da votação sem que o eleitor tenha de fato conhecimento claro sobre o que eles estão apresentar como projeto para o país”, pontuou.

Conclusão da disputa Por fim, o cenário político atual favorece escolhas pautadas pela emoção e pela rejeição aos nomes postos na disputa presidencial.

“Uma eleição em que o eleitor vai votar com o fígado, quem eu rejeito mais, quem me incomoda. E o quadro da abstenção pode mudar tudo.”