O treinador Luizinho Lopes acendeu o sinal amarelo para o acúmulo de cansaço e o alto índice de contusões no Operário-PR faltando apenas oito rodadas para o encerramento da Série B do Campeonato Brasileiro. A maratona de partidas e o desgaste acumulado com viagens constantes tornaram-se os principais obstáculos a serem administrados pela comissão técnica na busca pelo acesso.

Impacto das lesões no elenco

Os reflexos dessa rotina intensa ficaram evidentes no empate por 2 a 2 contra o Ceará. Durante os treinamentos da semana anterior, o atacante Ángel Torres sofreu uma grave lesão no joelho e não atuará mais nesta edição da competição nacional. Já no confronto diante dos cearenses, o atacante Maxwell precisou ser substituído ainda na etapa inicial devido a problemas físicos, enquanto o meia Boschilia e o centroavante Caio Dantas demonstraram exaustão no segundo tempo.

O departamento médico também tem desfalcado a equipe em momentos decisivos. O atacante Pablo segue entregue ao DM desde o triunfo sobre o Londrina, perdendo os últimos quatro compromissos do Fantasma no torneio devido a uma lesão muscular.

Retornos no limite e maratona de viagens

Enquanto perde peças, o comandante precisa administrar a reabilitação de atletas que retornam às pressas. Nomes como Mingotti, Moraes e Maguinho foram reintegrados à equipe titular praticamente no limite físico. Mingotti, por exemplo, participou de apenas duas atividades comandadas por Luizinho antes de entrar em campo contra o Ceará.

— Estamos num momento crítico: alguns jogadores voltando, outros após lesão. Mingotti, Moraes e Maguinho voltaram praticamente no limite do tempo. Estamos num momento crítico, com alguns jogadores voltando e outros vindo de lesão. É muita coisa que a gente tem que pensar de maneira rápida — comentou.

A logística apertada também pesou na avaliação da comissão técnica. O time enfrentou uma sequência recente de quatro compromissos como visitante contra apenas dois em Ponta Grossa. Além disso, o duelo contra o Criciúma sofreu um adiamento de 24 horas por causa das fortes chuvas, comprimindo ainda mais o calendário antes da viagem para enfrentar o Ceará.

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— O tema do desgaste, fizemos muito esforço nesses seis jogos, ganhando duelos diretos como contra o CRB e o Criciúma. Fizemos um esforço surrealista para ganhar do Criciúma lá. Viajamos, ficamos dois dias sem treinar, entramos em campo e uma madrugada inteira viajando para voltar — disse o treinador.

Avaliação de dados e próximos passos

Para definir a estratégia dos próximos confrontos, a comissão técnica pretende cruzar informações de desempenho atlético com a análise tática do último compromisso.

— Quando eu olhar os dados do GPS, vou ter mais clareza. Quando eu assistir ao jogo com mais clareza, vou ter uma leitura melhor. Tem uma série de coisas: o crescimento do adversário, baixar um pouco a energia, diminuir um pouco a concentração, o desgaste físico.

Atualmente, o Operário-PR ocupa a oitava colocação na tabela de classificação com 48 pontos somados, ficando a apenas um ponto de distância do G-6. O próximo desafio na Série B acontece nesta sexta-feira, às 20h45, quando a equipe visita o Juventude no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.