O governo da China declarou nesta segunda-feira (28) que a prorrogação por dois meses da trégua comercial com os Estados Unidos permitirá uma avaliação detalhada da implementação dos pactos econômicos já firmados, além de abrir caminho para futuros avanços nas negociações bilaterais.

Estabilidade para o setor empresarial

Ao oficializar a prorrogação até 10 de janeiro de 2027, o Ministério do Comércio da China afirmou que a medida também proporciona um “ambiente de política relativamente estável e previsível” para a cooperação entre empresas e a continuidade das negociações.

Essa decisão foi o principal desdobramento da segunda cúpula anual entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o mandatário americano, Donald Trump, ocorrida em Washington na semana anterior.

Cortes tarifários e novos grupos de trabalho

Como primeiro passo do novo conselho comercial conjunto, os países debaterão a redução recíproca de taxas alfandegárias sobre US$ 30 bilhões em mercadorias. A medida busca blindar as relações econômicas e impulsionar as exportações chinesas para o mercado norte-americano.

As equipes econômicas manterão conversas frequentes para debater barreiras de investimento, transparência regulatória e demandas do setor privado. Entre as frentes de atuação, destaca-se a criação de um comitê voltado ao agronegócio, com encontro inicial previsto para antes do encerramento do ano para tratar de regras e acesso a mercados.

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Acordos em energia e inteligência artificial

A cúpula também estabeleceu diretrizes para o setor energético, assegurando que o país asiático comprará carvão dos Estados Unidos ao longo de 2027 e 2028.

“Importar carvão dos EUA não é apenas um complemento benéfico ao mercado interno de carvão da China, mas também gera renda econômica e empregos estáveis para a indústria de carvão dos EUA”, afirmou o Ministério do Comércio chinês.

No campo tecnológico e de serviços, os governos abrirão um canal de diálogo voltado a incidentes de inteligência artificial até novembro. Adicionalmente, Pequim autorizará o funcionamento de instituições financeiras estrangeiras, incluindo companhias de capital americano, enquanto continuam as tratativas para ampliar a malha de voos diretos entre as duas potências.