O sepultamento da engenheira da Marinha do Brasil Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, aconteceu na manhã deste sábado (26) no Cemitério da Saudade, localizado na área central de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. O velório da oficial havia sido realizado na sexta-feira (25).

A despedida foi confirmada por meio de um comunicado divulgado por Soraia Fickert, mãe da vítima, que informou que o rito fúnebre ocorreu por volta das 10h30.

Entenda como o caso foi descoberto

Beatriz trabalhava como engenheira mecânica no Centro de Pesquisas da Marinha, situado dentro da Cidade Universitária da USP. Na noite de quinta-feira (24), ela foi levada ao Hospital Universitário da USP pela capitã corveta Priscila Valente Fernandes, que se apresentou como médica da corporação.

No entanto, uma médica do próprio hospital que atendeu a ocorrência constatou que a vítima já havia chegado sem vida à unidade de saúde. Diante da situação, a profissional de plantão se recusou a emitir o atestado de óbito e acionou a Polícia Militar por volta das 21h.

Investigação de morte suspeita e fraude processual

O caso foi registrado inicialmente no 7º Distrito Policial (Lapa) sob a natureza de morte suspeita. De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, o corpo apresentava sinais de que o falecimento havia ocorrido horas antes.

Leia também

O documento policial aponta ainda que os agentes da PM não tiveram acesso ao local exato onde a oficial foi localizada por sua colega de farda. Além disso, o corpo foi removido do endereço original antes da execução dos trabalhos periciais, procedimento que contraria o protocolo padrão para ocorrências dessa natureza. Por conta disso, a Polícia Civil apura a ocorrência de eventual fraude processual.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) comunicou que a condução das apurações ficará sob a responsabilidade conjunta da Polícia Federal e da própria Marinha do Brasil.