O lançamento de um terceiro uniforme já se consolidou como uma tradição de grande apelo entre os torcedores do futebol brasileiro. Enquanto alguns aprovam a ousadia de figurinos que fogem das cores tradicionais, outros criticam as mudanças, mas o fato é que os mantos alternativos movimentam o mercado a cada temporada. Quase todas as equipes da elite nacional já revelaram seus novos modelos para 2026, com exceção de Vitória e Chapecoense.
Homenagens a ídolos e conquistas históricas no Sudeste No cenário paulista, o Corinthians apostou em um design azul em memória do ex-goleiro Tobias, falecido em 2024 e herói da histórica “invasão corintiana” no Maracanã durante a semifinal do Brasileirão de 1976. O Palmeiras escolheu o azul para celebrar os 20 anos do tetracampeonato mundial da Itália em 2006, exibindo a Cruz de Savoia usada pelo Palestra Itália em 1916, estreada em vitória sobre o Santos na Copa do Brasil. O São Paulo preferiu o branco clássico com acabamentos em bordô nas golas e punhos, estreando contra o Coritiba no Morumbis. O Santos buscou inspiração em 1997, ano em que faturou o Torneio Rio-São Paulo contra o Flamengo, adotando o preto e o escudo daquela época. Já o Red Bull Bragantino revelou um modelo em tom vinho com detalhes pretos em tributo às categorias de base.
O ousado modelo do Mirassol e as novidades cariocas Estreando na Libertadores, o Mirassol inovou com uma camisa verde e dourada que traz a silhueta da comemoração do soco no ar em homenagem a Pelé. No Rio de Janeiro, o Flamengo apresentou uma peça predominantemente vermelha, em tom mais claro que o habitual rubro-negro, adornada com grafismos do escudo e o tradicional símbolo de remo. O Vasco investiu na cor amarela para lembrar as velas das embarcações de sua trajetória, incluindo a caravela cruzmaltina. O Fluminense apostou no verde escuro com gola polo, detalhes em bege e um emblema antigo vazado, enquanto o Botafogo resgatou o visual totalmente branco com barras pretas inspirado nos uniformes de 1904.
Cores vibrantes e tradições regionais pelo Brasil Indo para Minas Gerais, o Atlético-MG escolheu a cor laranja para simbolizar a festa da torcida na “Rua de Fogo” na chegada à MRV Arena. O Cruzeiro adotou a base branca com toques em azul e amarelo, destacando as cinco estrelas e o mapa brasileiro nas costas. No Sul, o Internacional celebrou duas décadas do seu mundial com tons vermelhos, grafismo de dragão japonês e as coordenadas geográficas de Yokohama perto da gola. O Grêmio celebrou os 30 anos da tríplice coroa de 1996 com um uniforme azul, brasão dourado e os números 4, 6 e 12 nas costas. O Athletico-PR utilizou o preto e o vermelho sob o conceito “O Furacão deixa marcas”, enquanto o Coritiba homenageou o artista curitibano Poty Lazzarotto com uma tipografia exclusiva inspirada em seus traços.
Inclusão e identidade cultural no Nordeste e Norte O Bahia firmou parceria com a Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia para criar o manto com o conceito “O Brasil sempre esteve aqui”, unindo azul e dourado. Por fim, o Remo representou o Pará com uma camisa vermelha que remete à bandeira estadual, incorporando texturas com as palavras “ribeirinhos”, “Remo” e “Orgulho do Norte”, além de grafismos da cultura marajoara e da cerâmica de Icoaraci.









