Quinta do Sol na semana passada foi notícia em vários veículos de comunicação da região, quando o Projeto 004/2026 de autoria da mesa diretiva, que concedia o direito a vale alimentação aos servidores públicos da Câmara Municipal e agentes públicos – um adjetivo que substituiu a palavra vereador, foi aprovado na Casa.

O Projeto recebeu votos favoráveis dos vereadores Geovani do Bar (que pediu quebra de interstício), Castor, Valdecir do Limão, Professor Nayte e Oscar Pereira. A vereadora Sabrina Arruda não votou por ser presidente e apenas 3 vereadores foram contrários a aprovação, ou seja; os vereadores Gilberto da Saúde, Sgarbosa Pintor e Edmar do Salão foram contra a proposta.

Um fato curioso e que não passou despercebido pela reportagem é que na primeira votação, os 8 vereadores da Casa, com exceção a presidente que é voto minerva, aprovaram o Projeto e, que já inclusive havia passado pelas Comissões Permanentes. No entanto, em segunda votação, houve mudanças no voto.

A notícia espalhou e o que se viu até então, foi a tentativa da mesa diretiva da Câmara, tentar reconhecer o esforço dos servidores da Casa, os beneficiando com um vale alimentação no valor de R$ 700 reais.

O detalhe que pegou a comunidade de surpresa, foi que o vale contemplava também os os vereadores da cidade, que nessa legislatura recebem um salário acima de R$ 6.100 mil reais mensais.

A informação não caiu bem nos bastidores políticos do município e a discussão chegou a até esquentar com uma possível manifestação popular que já estava sendo planejada para acontecer, com formadores de opinião, munícipes de várias partes da cidade, lideranças comunitárias, entre outras, que são contra e acreditam ser um absurdo a tentativa dos vereadores que já recebem um salário mensal de certa forma bom, usufruem de diárias e ainda almejam um vale alimentação. “Daqui a pouco estão querendo 13º, 14º salário e muito mais”, relataram.

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No entanto, o fim do assunto se deu quando o Projeto foi encaminhado ao Prefeito Leonardo Romero que, avaliando a situação, decidiu pelo veto integral e parcial do Projeto. Ou seja, o Poder Executivo não concorda com o benefício que alguns vereadores querem para si. Porém, em entrevista ao Portal Expressão, Leonardo explicou que não é contra a concessão do vale aos servidores, mas sim, veementemente aos vereadores.

“No meu entendimento, a política não deve ser tratada como profissão. Vale alimentação a gente dá para funcionário. Gestor entra na política para fazer diferença. A gente é eleito tem uma remuneração, usufruiu e diárias para nos deslocarmos, temos de certa forma mais tranquilidade para exercermos o nosso papel de agente público e ainda, na maioria das vezes, temos nossas atividades paralelas ao mandato. Por isso, acredito que os vereadores vão entender que não é salutar receberem um vale alimentação, e sim 0s servidores”, disse o Prefeito.

O caso pode tomar outras proporções, caso os vereadores decidam quebrar o veto do Prefeito e aprovarem um decreto legislativo para concederem o vale alimentação aos servidores e a eles mesmos. No entanto, acredita-se que com a comoção e reprovação popular, o Projeto deve ser substituído, concedendo o vale alimentação apenas aos servidores da Casa.

O veto do Prefeito foi assinado em acordo com os termos do artigo 33 e 35, inciso VI, da Lei Orgânica do Município, que prevê vedações e competências dos poderes legislativo e executivo locais, estruturando a dinâmica da administração. Com isso, até o fomento, o vale alimentação dos vereadores fica só na história.