Em Floresta, pouca gente sabe, mas a Câmara Municipal é uma das poucas da região a não posuírem um veículo oficial para o desenvolvimento dos trabalhos dos vereadores, ou até mesmo para se deslocarem a cursos, Curitiba ou outros centros em busca de recursos para o município.
Recentemente, um blogueiro do município, intitulado como “repórter do povo” utilizou suas redes sociais para disseminar informações incorretas e de certa forma, em tom de cobrança a um anuncio da Presidência, sobre a compra de um veículo oficial para a Casa.
O fato se deu quando no início do ano, o Prefeito Rogério Pereira Mendes fez exatamente o mesmo – adquiriu um veículo zero quilômetro para atender a demanda do gabinete. O anúncio não pegou bem, pois o município atravessava e ainda continua em dificuldades na questão gestão e desenvolvimento. Naquele momento o presidente da Câmara, vereador Carlos Candido Barboza – o Carlinhos da Still Auto Center criticou a atitude do Prefeito em realizar a aquisição de um veículo para o gabinete num momento em que um carro não era a prioridade do município, e sim outros fatores.
Meses depois, o vereador que em comum acordo com a Casa, vem realizando uma gestão coesa e primordialmente participativa, com um trabalho de impacto de todos os parlamentares, anunciou a aquisição do veículo oficial para a Câmara e, para o blogueiro, soou como fato desnecessário ou em tom de repeteco do que o Prefeito fez anrteriormente. E diante disso, ele, repórter do povo, em suas redes sociais “detonou” verbalmente e atrás de um smartphone em seus canais de comunicação, a atitude do presidente, citando que o município enfrenta problemas em vários setores, inclusive na questão transporte coletivo, onde ele menciona nos comentários, inflamando que em quanto a população carece de investimentos em setores, a Casa de Leis anuncia compra de um veículo zero avaliado em mais de R$100 mil reais.
No entanto, em plena desinformação, ele esqueceu de mencionar que a Casa de Leis tem orçamento próprio e é atribuição do Prefeito ou Poder Executivo realizar os investimentos em setores em que ele julga serem necessários e atribuídos à Cãmara realizar os mesmos investimentos. O repórter dissemina assunto em descomnhecimento.
Enfim, a título de exclarecimento ao nobre bloqueiro e repórter do povo, informamos que a principal função da Câmara Municipal é legislar (elaborar leis municipais) e fiscalizar o Poder Executivo (a prefeitura), incluindo o prefeito e seus secretários.
A Câmara também tem uma função julgadora ao julgar contas do prefeito e vereadores, e representar a população, atendendo às suas reivindicações de forma branda e transparente com a apresentação de proposições, ouvidorias, requeimentos e inclusive pedidos verbais em plenário.
Funções principais
- Legislativa: Elaborar leis que organizam o município, como leis ordinárias, complementares e emendas à Lei Orgânica.
- Fiscalizadora: Controlar as ações da prefeitura, acompanhando o uso do dinheiro público e o cumprimento das leis e metas do governo.
- Julgadora: Processar e julgar as contas do prefeito e os vereadores, podendo levar à perda do mandato em caso de irregularidades.
Outras funções importantes
Administrativa interna: Gerenciar os próprios assuntos internos do Legislativo.
Representativa: Ser a ponte entre a população e o poder executivo, recebendo as demandas dos cidadãos e representando-as na Câmara.
Orçamentária: Aprovar o orçamento anual do município e votar projetos relacionados a ele.
Diante disso, a compra de um veículo oficial jamais tira o brilho e a função legisladora dos vereadores e sim, oferece mais uma alternativa para a realização de um bom trabalho parlamentar no município, sem contar que tal compra está seguindo os padrões legais com licitação e aplicação correta do investimento.
O presidente da Casa de Leis, vereador Carlinhos, preferiu não se manifestar sobre as críticas e reforçou seu compromisso e o compromisso dos demais vereadores em trabalharem e representarem a população em suas atribuições.
Vale saber:
A desinformação tem como propósito consciente lesar direitos das pessoas para a obtenção de vantagens indevidas, sejam políticas ou econômicas. Caracteriza-se pela disseminação massiva impulsionada por ferramentas digitais que possibilitam que conteúdos enganosos alcancem uma ampla audiência.










