O atacante espanhol Jesús de Miguel, do CD Tenerife, morreu nesta terça-feira (3) aos 30 anos de idade, após um choque com o goleiro Jesús Owono durante uma partida contra o FC Andorra disputada na segunda-feira (2). O jogador estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário Nossa Senhora de Candelária, nas Ilhas Canárias.

O atleta desabou no gramado, aparentemente inconsciente, após a colisão. Companheiros e adversários pediram a entrada da equipe médica ao perceberem a gravidade da situação. De Miguel recebeu atendimento por mais de cinco minutos no campo e foi levado de ambulância, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi estabilizado do lado de fora do estádio.

Investigação policial e posicionamento da justiça

A Polícia Nacional da Espanha abriu uma investigação sobre a morte do jogador, e o caso está sob supervisão judicial, de acordo com fontes da delegacia provincial ouvidas pela agência EFE. O procurador-chefe de Santa Cruz de Tenerife, José Luis Sánchez-Jáuregui, afirmou considerar muito difícil a abertura de um processo penal, pois o golpe ocorreu em um lance de jogo e deve ser avaliado pelo Comitê de Disciplina Esportiva.

Segundo a Promotoria, a Justiça desportiva deve esclarecer se houve jogo perigoso ou se existiu intenção de causar dano. Caso a família discorde das conclusões, poderá apresentar denúncia, mas o procurador avaliou que dificilmente o caso passaria de uma tipificação de homicídio por imprudência menos grave.

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Relato da súmula do árbitro

O documento da arbitragem detalhou a motivação da paralisação e o cartão vermelho aplicado ao goleiro Owono. O árbitro Manuel Angel Perez Hernandez registrou que o atleta fez um movimento imprudente com a perna levantada e força excessiva contra o adversário enquanto a bola estava em jogo.

Diante da gravidade da situação e da falta de melhora na condição do jogador, a arbitragem se retirou para os vestiários. Após reunião com capitães e representantes das equipes, decidiu-se cancelar a partida por mútuo acordo, já que os atletas não tinham condições psicológicas para continuar.