Comandante de A Fazenda 18, a apresentadora Adriane Galisteu, de 53 anos, avaliou o andamento da atual temporada do programa e concluiu que os participantes confinados estão excessivamente sérios. Para a comunicadora, contudo, a responsabilidade não recai sobre o elenco, mas sim sobre o clima político e social do Brasil, marcado por ânimos exaltados.
Falta de leveza entre os peões
Durante sua participação no Link Podcast transmitido na última segunda-feira (26), a famosa detalhou o comportamento dos competidores na sede. “O que mexe comigo nesse elenco é que falta um pouco de humor. Porque causar, eles causam. Mas eles não conseguem se divertir. Eles levam tudo muito a sério. Eu não consigo tirar um sarro de você, porque você pode falar alguma coisa”, afirmou.
Na visão da contratada da Record, o confinamento funciona como um espelho da sociedade atual. “De acordo com Galisteu, eles “levam muito a ferro e fogo, brigam muito, mas não se divertem”. “É A Fazenda da militância”, disse Dudu Camargo. “Tá difícil esse jeito. É um jeito de cada um, mas eu acho que isso reflete, para e pensa como está aqui fora. Eu sempre comento isso, sou fã de reality, apaixonada. E acho que reflete 100% a nossa sociedade. É uma novela da vida real”, pontuou ela.
A apresentadora também relacionou o comportamento intolerante à atmosfera nacional recente. “O Brasil está vivendo isso neste momento. A gente está chato Não é o reality show que está chato. O ser humano está chato. O brasileiro está chato. A gente não acha mais graça de quem pensa diferente da gente, a gente não respeita quem pensa diferente. A gente está vivendo isso aqui fora”, seguiu apontando.
Para ilustrar o momento atípico, ela citou acontecimentos recentes que polarizaram o país. “A gente perdeu a Copa, teve eleição, metade do Brasil está feliz, metade não está. Isso reflete no jeito que as pessoas lidam com as coisas. Acho que [A Fazenda] é um termômetro real do que acontece aqui fora. A gente está vivendo essa chatice. Às vezes olhar no espelho é importante para falar: ‘Opa, vou mudar isso’”, considerou.
Críticas severas às desistências
Além da falta de descontração, o bate-papo abordou a onda de abandonos no programa, após as saídas voluntárias de Jottapê, Jônatas Faro e Gabriel Torres em apenas uma única semana.
Galisteu não escondeu o incômodo com as atitudes dos famosos. “Eu tenho minhas implicâncias com peão que desiste. Eu acho que a desistência está ligada 100% à falta de saúde, na minha opinião. Todo o resto não vale. A gente está num programa que está no 18º ano. A gente já sabe como é. Para que entrar se está pensando em desistir?”, questionou.
Por fim, a apresentadora diferenciou o abandono voluntário das expulsões por infrações de regras. “Eu acho que é muito esquisito desistir. A expulsão acaba acontecendo porque no momento você não consegue se controlar. Agora, a desistência de caso pensado? Eu fiquei tristíssima com o Jottapê e com o Gabriel, fiquei mesmo”, revelou.










