O mercado financeiro brasileiro enfrenta um cenário de alta volatilidade e risco severo de perdas acentuadas nesta segunda-feira (26). A reação pessimista dos investidores internacionais ao pleito eleitoral ameaça provocar um gap de baixa expressivo na B3, com possibilidade real de acionamento do circuit breaker logo na abertura dos negócios.

Análise técnica do Ibovespa no gráfico diário Na última sessão de sexta-feira (23), o índice principal da bolsa havia registrado alta de 0,47%, terminando aos 205.082 pontos. Apesar de fechar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, a estrutura compradora construída recentemente corre sério risco de desmonte diante da pressão vendedora internacional.

Suportes e resistências cruciais para o índice Para investidores focados em operações de curto prazo, o patamar de 203.050 pontos funciona como o primeiro grande teste de fundo. Caso essa região seja rompida, o fluxo de venda pode empurrar o indicador para 199.354 pontos, com alvos mais distantes em 189.487 e 181.560 pontos. No cenário de reversão e retomada de compras, o índice precisará ultrapassar a máxima histórica de 209.713 pontos para almejar metas em 215.630, 221.450 e até 230.000 pontos.

Panorama dos minicontratos de índice e dólar Os contratos futuros de mini-índice (WINZ26) encerraram o último pregão negociados a 208.240 pontos, com ganho de 1,04%. No entanto, perderam força no encerramento e operam abaixo das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, deixando o suporte imediato na faixa de 208.115 a 206.925 pontos.

Já os contratos de minidólar (WDOX26) fecharam em baixa de 1,76%, situando-se nos 4.973 pontos. O ativo rompeu para baixo das médias de 9, 21 e 200 períodos no gráfico de 15 minutos, mantendo o domínio nítido dos vendedores e encontrando suporte inicial na zona de 4.968,5 a 4.939 pontos.

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Comportamento do Bitcoin e perspectivas futuras Enquanto isso, o contrato futuro de Bitcoin (BITV26) encerrou o dia com retração de 2,91%, cotado a 398.400 pontos. A configuração gráfica diária piorou consideravelmente com a perda das principais médias móveis, abrindo espaço para testes em suportes localizados nas faixas de 393.780 a 388.590 pontos e patamares inferiores.

O resultado das urnas estabelece um ponto de inflexão para a quebra da consolidação anterior, exigindo cautela máxima dos operadores devido ao ímpeto da força vendedora estrangeira.