Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), teve como alvo uma quadrilha especializada na distribuição interestadual de entorpecentes.

Operação Consortium cumpre mandados

A ofensiva mobilizou agentes para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão nas regiões administrativas de Samambaia, Sol Nascente e Taguatinga. Quatro homens apontados como peças centrais da rede criminosa foram os principais alvos da ação, que busca desarticular a logística do grupo.

As investigações tiveram início em junho de 2025, após a prisão de um suspeito de gerenciar o comércio ilícito em Samambaia. A análise do material apreendido na ocasião indicou que o indivíduo integrava uma estrutura muito mais complexa de fornecimento de drogas.

O funcionamento do esquema criminoso

O grupo operava em formato de sociedade para otimizar os lucros e reduzir riscos. Os criminosos locais realizavam o rateio de custos para a aquisição de entorpecentes em outros estados, enquanto a organização cuidava do transporte rodoviário até a capital.

Para ocultar os carregamentos, a quadrilha utilizava chácaras localizadas em Samambaia e Sol Nascente como pontos de apoio e armazenamento seguro. Após a chegada dos produtos, a droga era fracionada e devolvida aos parceiros para a revenda nas ruas.

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Lavagem de dinheiro com empresas de fachada

Além da estrutura logística nas chácaras, a apuração revelou um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio. Contas de pessoas jurídicas eram usadas para movimentar o capital ilícito.

Entre os alvos, uma suposta loja de peças automotivas chamou a atenção ao movimentar R$ 1,3 milhão em apenas 60 dias. Vistorias posteriores comprovaram que o estabelecimento não possuía estrutura física compatível com o faturamento declarado, evidenciando o uso da empresa para lavar o dinheiro do narcotráfico.

Os suspeitos agora enfrentam acusações por tráfico de drogas, integração em organização criminosa e lavagem de capitais. Caso sejam condenados, as penas somadas podem alcançar até 33 anos de reclusão, segundo as autoridades policiais.