As próximas eleições em Israel contam com candidatos que mantêm uma postura de linha-dura em relação à segurança nacional, mas apresentam divergências cruciais sobre assentamentos e alianças políticas.
Posições sobre os assentamentos na Cisjordânia
Enquanto a gestão de Netanyahu promoveu uma rápida expansão dos assentamentos e de postos avançados na Cisjordânia, Eisenkot defende que tais construções devem respeitar a legislação israelense. Críticos apontam que a violência cometida por colonos contra palestinos tem crescido, com acusações de omissão por parte do governo atual.
Eisenkot opõe-se à construção na área conhecida como E1, um projeto que, segundo os próprios colonos, teria o objetivo de “enterrar” a possibilidade de um Estado palestino, isolando Jerusalém Oriental e dividindo a Cisjordânia ao meio.
O futuro do autogoverno palestino e Gaza
Tanto o atual primeiro-ministro quanto seu principal oponente rejeitam a criação de um Estado palestino independente e a tradicional “solução de dois Estados”. Ambos sustentam que as tropas israelenses não deixarão a Faixa de Gaza até que o Hamas seja completamente desarmado, mantendo a prontidão para retomar os combates se necessário.
Eisenkot estabelece como meta substituir o controle do Hamas em Gaza em até 18 meses, seja por vias militares ou por meio de um acordo mediado pelos Estados Unidos.
Diferenças nas alianças de coalizão
A composição do futuro governo dependerá dos parceiros de cada candidato. A base de Netanyahu inclui figuras nacionalistas radicais que defendem a anexação total das terras palestinas, além de partidos ultraortodoxos. Por outro lado, Eisenkot tende a buscar alianças com legendas de centro-esquerda e direita moderada, descartando parcerias com partidos que representam cidadãos israelenses de ascendência palestina.










