O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está avaliando a possibilidade de incorporar atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e o contrabando, na medição oficial da economia do país por meio do Produto Interno Bruto (PIB).

Ajuste aos padrões globais

Essa alteração metodológica tem como principal objetivo alinhar o Brasil às diretrizes internacionais estabelecidas por órgãos como a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas (ONU).

Desafios metodológicos e impacto

A inclusão de mercados marginais e ilegais na contabilidade nacional exige o desenvolvimento de novas técnicas de estimativa, já que essas transações ocorrem à margem da formalidade e da fiscalização tributária tradicional.

Especialistas apontam que a medida pode alterar significativamente a leitura dos indicadores macroeconômicos brasileiros, oferecendo um retrato mais abrangente, ainda que complexo, da circulação de riquezas no território nacional.

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Contexto internacional

Outros países ao redor do mundo já adotaram práticas semelhantes em suas contabilidades nacionais, seguindo recomendações estatísticas globais para mensurar de forma mais completa a totalidade da produção e do consumo internos.

O debate sobre essa atualização no cálculo oficial segue em análise técnica dentro do instituto, sem uma data definitiva para a implementação da mudança nos indicadores econômicos do país.