A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) traçou os próximos passos rumo ao Palácio do Planalto durante uma reunião estratégica realizada na última terça-feira (13). O encontro, liderado pelo presidente do PT, Edinho Silva, contou com a presença de dirigentes de siglas aliadas como PSB, PSOL, Rede, PV, PDT e MDB, marcando um tom consideravelmente mais ameno em comparação às cobranças severas feitas logo após o término do primeiro turno.
Pesquisas internas animam o QG petista Durante a reunião, Edinho Silva apresentou dados de levantamentos internos, conhecidos como trackings, que apontam uma redução na distância entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Embora não sejam oficiais, esses números indicam uma margem de apenas dois pontos porcentuais de diferença nos votos válidos, gerando um clima de otimismo comedido entre as lideranças presentes.
Apesar do alívio momentônico, lideranças governistas ponderam que a confirmação dessa tendência de crescimento nos próximos dias será determinante. Novas sondagens de opinião públicas devem ser divulgadas nesta quarta-feira (14) pela Quaest e na quinta-feira (15) pelo Datafolha, servindo como termômetro definitivo para o restante da corrida eleitoral.
Estratégia regional e foco no Sudeste O senador Renan Filho (MDB), ex-ministro da Infraestrutura, destacou a importância de manter a militância engajada e afirmou ao deixar o evento que, em se comprovando uma aproximação de Lula e Flávio nas pesquisas, os aliados do presidente chegarão à semana final de campanha “com a faca nos dentes” para tentar a virada.
Além disso, Renan Filho defendeu que os esforços sejam direcionados para combater a abstenção eleitoral, mobilizando eleitores simpáticos ao governo para convencer familiares e amigos que não compareceram às urnas no primeiro turno. Paralelamente, o próprio presidente Lula manterá sua agenda concentrada nos maiores colégios eleitorais do país, com viagens programadas para Minas Gerais, Rio de Janeiro e atos de encerramento em São Paulo.










