O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou novas restrições ao canal de WhatsApp “Exército de Lula”. A ferramenta foi desenvolvida pelo deputado federal André Janones (Rede) com o objetivo de engajar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Exigências para a reativação da ferramenta Conforme a determinação emitida nesta terça-feira (13), o espaço digital só poderá voltar a funcionar caso sejam cumpridas exigências específicas, como o repasse de um endereço oficial à Justiça Eleitoral. Além disso, o magistrado pontuou que o próprio chefe do Executivo poderá ser cobrado juridicamente caso ocorram falhas ou infrações no uso da plataforma.
A disputa jurídica e a atuação de André Janones Essa ordem judicial sucede um cenário de decisões contraditórias dentro do próprio tribunal. Anteriormente, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, havia derrubado uma suspensão que recaía sobre a página de mensagens.
Toda a controvérsia teve início após uma representação protocolada pela chapa de Flávio Bolsonaro (PL), rival de Lula na disputa presidencial. A defesa do adversário argumentou que o canal espalhava boatos acerca de supostos planos voltados para a previdência social e outras iniciativas assistenciais. Por outro lado, Janones rechaçou as denúncias e defendeu que o grupo serve apenas para articulação política.
Perícia técnica e conteúdo apagado Um laudo técnico elaborado por especialistas do TSE não encontrou postagens falsas nos registros analisados. No entanto, uma parcela do material virtual havia sido deletada antes da checagem pericial, o que restringiu o escopo da auditoria.










