Portal Expressão Paraná | Atualização: terça-feira, 13 de outubro de 2026
As fortes chuvas que atingem o Paraná provocam transtornos em diferentes municípios, mobilizam equipes de emergência e aumentam a preocupação com as condições de segurança nas rodovias. Nas regiões de Maringá e Campo Mourão, a combinação de precipitações persistentes, rajadas de vento e solo encharcado eleva o risco de alagamentos, quedas de árvores, erosões e enxurradas.
Um dos episódios mais preocupantes foi registrado nesta terça-feira (13), em Campina da Lagoa, na região da Comcam, às margens da PR-364. Um rompimento em estruturas de contenção de água provocou uma enxurrada de água e lama, que avançou pela área carregando terra e detritos. As informações preliminares indicam que um pesque-pague também pode ter sido atingido.
O cenário exige atenção redobrada de motoristas, moradores de áreas rurais e famílias que vivem próximas a rios, córregos e locais sujeitos a alagamentos. A recomendação é acompanhar os avisos meteorológicos e evitar deslocamentos desnecessários durante períodos de chuva intensa.
Panorama regional: o que está acontecendo em cada município
1. Maringá
A Defesa Civil emitiu alerta de risco alto para tempestades na região, com possibilidade de chuva forte, rajadas de vento e descargas elétricas. As equipes municipais permaneceram de sobreaviso para atender ocorrências.
O Simepar previa acumulado de aproximadamente 34,1 mm nesta terça-feira (13) e mais 22 mm na quarta-feira (14), com 98% de probabilidade de chuva nos dois dias.
2. Campo Mourão
O temporal que atingiu o município entre a noite de segunda-feira (12) e a madrugada de terça-feira provocou quedas de árvores, interdições de vias e destelhamentos. Notícias locais informaram pelo menos sete ocorrências de árvores caídas, enquanto outro levantamento registrou seis famílias com residências destelhadas.
A previsão do Simepar indicava cerca de 40,1 mm de chuva na terça-feira e 57,2 mm na quarta-feira, com probabilidade de precipitação de 98% em ambos os dias. As rajadas poderiam chegar a 58 km/h na quarta-feira.
3. Campina da Lagoa
O rompimento de estruturas de contenção de água, na região da Coamo, às margens da PR-364, provocou uma enxurrada de água e lama. Imagens divulgadas mostram a força do escoamento e o transporte de terra e detritos.
Um pesque-pague também teria sido atingido. Até a publicação das informações consultadas, não havia confirmação oficial das causas, da dimensão dos danos ou de pessoas feridas.
4. Paranavaí e Loanda
As duas cidades aparecem entre os municípios do Noroeste que ultrapassaram a média histórica de chuva de outubro nos primeiros 12 dias do mês. Em Paranavaí, foram registrados 170,8 mm, diante de uma média mensal histórica de 151,4 mm. Em Loanda, o acumulado chegou a 285,2 mm, frente à média de 174,3 mm.
5. Altônia e região de Assis Chateaubriand
Altônia registrou 259,6 mm nos primeiros 12 dias de outubro, acima da média histórica de 229,4 mm. Em Assis Chateaubriand, o acumulado chegou a 254 mm, superando a média mensal de 184,4 mm. Os números demonstram a abrangência das chuvas no Noroeste paranaense.
Nível dos rios: o que se sabe
As chuvas persistentes aumentam a preocupação com a elevação de rios e córregos, especialmente nas bacias que recebem grandes volumes de água em pouco tempo. No entanto, é importante distinguir o risco hidrológico dos níveis efetivamente medidos.
- Rio Ivaí: não consegui confirmar, nas informações consultadas, uma medição atualizada que permita afirmar a cota exata ou declarar o rio em nível de alerta nesta terça-feira.
- Rio Piquiri: também não foi possível verificar um valor atualizado e confiável para o nível do rio nos pontos de monitoramento da região.
- Rios Paraná e Iguaçu: a Itaipu informou, em atualização publicada em 13 de outubro, que os níveis vinham subindo rapidamente em decorrência das chuvas. Na estação da Ponte da Amizade, o Rio Paraná atingiu 116,13 metros acima do nível do mar na tarde de segunda-feira (12). Esse dado se refere à região de Foz do Iguaçu, não aos rios próximos a Maringá e Campo Mourão.
O Instituto Água e Terra (IAT) disponibiliza o sistema Hidroinfo, com dados de chuva, nível e vazão de rios, além de cotas de referência para atenção, alerta e emergência. A consulta aos registros atualizados é necessária antes de divulgar que um rio específico atingiu nível crítico. Consulta oficial: Monitoramento hidrológico do IAT.
Defesa Civil alerta para os perigos nas estradas
A chuva intensa pode esconder buracos, provocar erosões, deslocar terra para a pista e reduzir drasticamente a visibilidade. Em estradas rurais, o risco é ainda maior quando há lama, pontes baixas, bueiros obstruídos e trechos sem pavimentação.
A Defesa Civil do Paraná recomenda evitar atravessar áreas inundadas a pé ou de carro, devido à força da correnteza e ao risco de buracos ocultos.
COORDENADORIA ESTADUAL DA DEFESA CIVIL: Orientações para motoristas
- Adie viagens não essenciais
- Se houver temporal, alerta meteorológico ou informação de bloqueio na rota, aguarde a melhora das condições.
- Nunca atravesse enxurradas
- Não tente passar por locais alagados, pontes cobertas pela água ou trechos em que a correnteza atravesse a pista.
- Reduza a velocidade
- Aumente a distância do veículo da frente e evite freadas e manobras bruscas.
- Atenção a barreiras e deslizamentos
- Evite áreas com encostas instáveis, lama sobre o asfalto e árvores inclinadas. Não ultrapasse bloqueios de segurança.
- Afaste-se de fios e árvores caídas
- Não toque em cabos elétricos nem tente retirar galhos de redes energizadas.
Em situações de emergência, os contatos são 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil). Para receber alertas meteorológicos estaduais por SMS, é possível enviar o CEP para o número 40199.
Previsão: instabilidade pode continuar até quarta-feira
A previsão consultada do Simepar mantém elevada probabilidade de chuva em Maringá e Campo Mourão na quarta-feira (14), com possibilidade de novas pancadas e rajadas de vento. A tendência apontada para quinta-feira (15) é de redução das instabilidades, embora as condições possam variar de um município para outro.
Mesmo quando a chuva diminui, os riscos não desaparecem imediatamente: o solo permanece encharcado, pequenos cursos d’água podem continuar subindo e estradas danificadas podem seguir perigosas.
A recomendação é não arriscar a vida para cumprir deslocamentos que possam ser adiados. Antes de viajar, verifique as condições da rodovia junto à Polícia Rodoviária e aos órgãos responsáveis pelo trecho.










