O governo de Pequim exigiu nesta segunda-feira, 12, que a União Europeia assegure condições igualitárias e justas para a venda de veículos híbridos fabricados no país asiático.

Exigências comerciais e regras globais

Em nota oficial, o Ministério do Comércio da China declarou que o volume estabelecido para o país não pode ficar abaixo do patamar concedido a concorrentes externos. O texto reforça ainda que o pacto precisa estar em total conformidade com as diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Diante de eventuais impasses, a administração chinesa destacou que poderá acionar o sistema de solução de litígios da entidade global e pleitear reparações econômicas.

Diálogo bilateral e projeções

As discussões ocorreram na capital chinesa nos dias 8 e 9 de outubro, reunindo o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, e o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic.

A pasta chinesa pontuou que o pacto assegura margem para a expansão das vendas externas, mencionando estatísticas do próprio bloco europeu que apontam a entrada de 107 mil automóveis híbridos da China em 2024 e uma projeção de 302 mil unidades para 2025.

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Controvérsias sobre volumes e subsídios

Apesar de Pequim não detalhar os números da cota, Sefcovic declarou após o encontro que o governo chinês cortará pela metade as remessas de híbridos ao mercado europeu.

O entendimento comercial surge no momento em que Bruxelas tenta barrar o avanço das importações do setor. Anteriormente, o bloco analisava impor salvaguardas e limites de volume. O governo chinês criticava restrições voluntárias por entender que prejudicam a concorrência e ferem as normas internacionais.

Em paralelo às negociações dos híbridos, a pasta chinesa informou que o bloco europeu continuará avaliando propostas de preços corporativos para resolver a disputa relacionada aos subsídios concedidos aos carros elétricos do país asiático.