O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, afirmou neste domingo 11, que somente a Rússia é responsável pela guerra em seu País. A declaração surge após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpá-lo pelos altos custos do diesel e sugerir que a nação europeia precisa de um novo chefe de Estado. Paralelamente, Kiev intensificou sua campanha contra alvos no interior russo com uma nova ofensiva de drones.
Ataque ao ‘Google russo’ e trégua energética
Um ataque de drones paralisou as operações em um centro de dados operado pela Yandex, conhecida como o Google russo, na região de Vladimir, a leste de Moscou. A ofensiva causou interrupções em serviços digitais em dezenas de cidades da Rússia, além de Cazaquistão, Bielorrússia e Armênia. Esta foi a terceira investida contra instalações da gigante tecnológica em um intervalo de quatro dias, afetando também locais nas regiões de Ryazan e Kaluga.
A Yandex Cloud informou em seu canal oficial: “Como resultado do ataque com drones, a infraestrutura do data center da Yandex em Vladimir foi danificada. As operações no data center foram completamente interrompidas. Não houve feridos”.
Em meio ao avanço dos confrontos tecnológicos e aéreos, o governo ucraniano sinalizou a possibilidade de cessar os bombardeios focados nas refinarias de petróleo de Moscou, desde que haja reciprocidade por parte do Kremlin em relação à rede elétrica ucraniana.
Zelenski declarou por meio de sua conta no X: “A Ucrânia estará pronta para parar de atacar as refinarias de petróleo russas se a Rússia parar de atacar nossa infraestrutura energética”. O líder ucraniano acrescentou: “É possível interromper os ataques à infraestrutura energética já hoje, mas Putin não quer fazê-lo”, enfatizando que qualquer acordo precisa de garantias reais.
Reações às declarações de Washington
As falas de Donald Trump ocorreram logo após os Estados Unidos firmarem um acordo com Vladimir Putin para a compra de diesel russo, manobra voltada para conter o encarecimento dos combustíveis no mercado norte-americano antes das eleições de meio de mandato. No sábado, Trump afirmou que era hora de a Ucrânia ter um novo presidente, argumentando que o atual mandatário não tem feito o suficiente para encerrar o conflito.
“Sugiro que eles encontrem um novo líder que consiga fechar acordos, porque ele poderia ter fechado muitos acordos e, por algum motivo, nunca faz isso”, declarou o líder norte-americano.
Em resposta às pressões externas, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, saiu em defesa do atual governo. Ele escreveu no X que Zelenski lidera a nação em uma guerra pela independência e conta com total respaldo popular. “Ele tem o apoio do povo ucraniano e eles têm o direito de decidir. Declarações vindas do exterior apenas confirmam que ele está fazendo bem o seu trabalho”, pontuou o chanceler.
Balanço de vítimas nas regiões afetadas
Enquanto a diplomacia e a pressão econômica se movimentam nos bastidores internacionais, os danos humanos continuam a crescer nos territórios em disputa. Na cidade de Zaporizhzhia, no sul ucraniano, as operações de busca e resgate foram encerradas após um violento bombardeio russo registrado no sábado.
Segundo Ivan Fedorov, ex-chefe regional e co-presidente do conselho regional de defesa, o ataque resultou na morte de 23 pessoas, incluindo quatro crianças. Mais de 30 indivíduos ficaram feridos, sendo que oito continuavam hospitalizados no domingo. Do outro lado da fronteira, autoridades locais relataram que um homem morreu e duas mulheres ficaram feridas após um ataque de drone ucraniano na região russa de Bryansk.










